mercoledì 3 novembre 2021

Podres poderes


 

"Podres poderes" che in portoghese sta per "Putridi poteri" Caetano sceglie di nuovo la via della canzone-protesta e lo fa con un testo ficcante, a volte crudo e forte ma per questo forse più impattante e immediato, il tutto ovviamente senza tralasciare la parte musicale, sempre di grande caratura, con una melodia accattivante e un ritmo travolgente e naturalmente con arrangiamenti superbi.

La canzone ha ovviamente un sound molto anni 80, all'epoca infatti impazzavano batterie elettroniche, tastiere e sintetizzatori, tutti elementi presenti nella canzone, che conta anche di una graffiante chitarra elettrica. Sentiamoci l'ennesimo capolavoro di Caetano:


Caetano nel 1984 esegue la canzone in uno special tv in cui esegue molti altri pezzi del nuovo album "Velô":


Altra esibizione live eseguita durante il programma tv  "Mixto Quente" nel 1985:



Nel 2011 Caetano intraprende un tour mondiale con Maria Gadù, i due si esibiscono insieme ma alcune canzoni vengono fatte in solitario sia da Maria che da Veloso, infatti "Podres poderes" viene eseguita dalla sola Gadù, vediamola:


Veniamo ad una esibizione più recente fatta nel 2017 in chiave acustica:


Infine ecco l'esibizione più recente della canzone, anche questa in chiave acustica ma fatta insieme ai suoi figli durante uno show in live streaming direttamente da casa sua. E il 7 agosto 2020 è il motivo che ha spinto Caetano a fare questo live casalingo è l'impazzare dell'epidemia Covid-19 che rende impossibile per ovvie ragioni qualsiasi concerto e manifestazione pubblica.



PODRES PODERES

Enquanto os homens exercem seus podres poderes

Motos e fuscas avançam os sinais vermelhos

E perdem os verdes

Somos uns boçais

Queria querer gritar setecentas mil vezes

Como são lindos como são lindos os burgueses

E os japoneses

Mas tudo é muito mais

Será que nunca faremos senão confirmar

A incompetência da América Católica

Que sempre precisará de ridículos tiranos?

Será, será que será que será que será

Será que esta minha estúpida retórica

Terá que soar, terá que se ouvir

Por mais mil anos?

Enquanto os homens exercem seus podres poderes

Índios e padres e bichas, negros e mulheres

E adolescentes fazem o carnaval

Queria querer cantar afinado com eles

Silenciar em respeito ao seu transe, num êxtase

Ser indecente

Mas tudo é muito mau

Ou então cada paisano e cada capataz

Com sua burrice fará jorrar sangue demais

Nos pantanais, nas cidades, caatingas

e nos Gerais?

Será que apenas os hermetismos pascoais

Os tons, os mil tons, seus sons e seus dons geniais

Nos salvam, nos salvarão dessas trevas

E nada mais?

Enquanto os homens exercem seus podres poderes

Morrer e matar de fome, de raiva e de sede

São tantas vezes gestos naturais

Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo

Daqueles que velam pela alegria do mundo

Indo mais fundo

Tins e Bens e tais

TRADUZIONE

Mentre gli uomini esercitano i loro putridi poteri

Moto e Maggiolini passano col rosso

E stanno fermi al verde

Siamo degli idioti

Vorrei urlare settecentomila volte

Come sono belli, come sono belli i borghesi

E i giapponesi

Ma tutto è molto di più

Riusciremo a fare altro oltre che a confermare

L'inettitudine dell'America cattolica,

Che avrà sempre bisogno di ridicoli tiranni?

Sarà, sarà quel che sarà, sarà quel che sarà,

Sarà che questa mia stupida retorica

Dovrà risuonare, dovrà sentirsi

Per mille anni ancora?

Mentre gli uomini esercitano i loro putridi poteri

Indios, preti e froci, negri, donne

E adolescenti fanno il carnevale

Vorrei desiderare cantare in sintonia con loro

Tacere in rispetto alla loro trance, in estasi

Essere indecente

Ma tutto è pessimo

Oppure ogni contadino e ogni fattore

Con la loro idiozia faranno sgorgare troppo sangue

Nelle paludi, nelle città, nelle caatingas

E nella foresta vergine?

Sarà che soltanto gli “ermetismi pasquali” [1],

I suoni, i mille suoni [2], i loro suoni e i loro doni geniali

Ci salvano, ci salveranno da queste tenebre

E nient'altro?

Mentre gli uomini esercitano i loro putridi poteri

Morire e ammazzare di fame, di rabbia e di sete

Sono spesso gesti naturali

Io voglio avvicinare il mio canto vagabondo

A chi vigila sull'allegria del mondo

Andando più a fondo

I Tim, I Ben [3] e gente come loro.

[1] Riferimento, con un gioco di parole ovviamente non bene traducibile, al grande compositore e polistrumentista brasiliano Hermeto Pascoal (“pascoal” significa esattamente “pasquale” in portoghese).


[2] Altro gioco di parole del tutto intraducibile: “mil tons” significa sí “mille suoni”, ma suona anche come “Míltons”, in riferimento a Mílton Nascimento, il grande chitarrista, musicista e cantante brasiliano (che è stato, peraltro, decisamente influenzato dalla musica e dalle teorie di Hermeto Pascoal).


[3] Con “Tins” (plurale portoghese di “Tim”) Caetano Veloso si riferisce al cantante Tim Maia (pseudonimo di Sebastião Rodrigues Maia, 1942-1998); con “Bens” al cantante Jorge Ben Jor (pseudonimo di Jorge Duílio Lima Menezes)

ACCORDI

A

Enquanto   os    homens exercem   seus  podres  poderes

B/A

Motos e fuscas avançam  os  sinais  vermelhos

D                  E7       F°     F#m

E  perdem  os verdes  somos  uns   boçais

A

Queria  querer  gritar setecentas   mil   vezes

B/A

Como  são lindos, como  são lindos os burgueses

D                E7         F°     F#m

E os japoneses  mas tudo é muito mais


[Ponte]


C

Será que nunca faremos senão confirmar

E7

A  incompetência  da américa católica

 F7M                                     Bb7

Que  sempre precisará de  ridículos  tiranos?

C

Será,  será que ,   que será , que será, que   será

E7

Será  que  essa  minha    estúpida  retórica

F7M                                                Bb7

Terá que soar,  terá que se ouvir   por mais zil anos?


[Segunda Parte]


A

Enquanto  os  homens exercem seus  podres poderes

B/A

Índios, padres e bichas, negros e mulheres

D            E7      F°    F#m

E  adolescentes  fazem o carnaval

A

Queria querer  cantar afinado  com eles

 B/A

Silenciar em respeito ao seu  transe , num êxtase

 D               E7         F°    F#m

Ser indecente   mas tudo é muito mau


[Ponte]


C

Ou então cada paisano e cada   capataz

 E7

Com  sua burrice fará jorrar sangue demais

 F7M                                           Bb7

Nos  pantanais, nas cidades , caatingas e nos gerais

 C

Será que apenas  os hermetismos pascoais

E7

E   os tons e   os mil tons, seus sons e   seus dons geniais

 F7M                                               Bb7

Nos salvam, nos  salvarão  dessas  trevas  e nada mais?


[Terceira Parte]


A

Enquanto  os homens exercem  seus  podres   poderes

 B/A

Morrer  e matar de fome, de raiva e de sede

 D            E7     F°    F#m

São tantas vezes gestos naturais

A

Eu quero aproximar o meu  cantar  vagabundo

 B/A

Daqueles  que velam pela alegria do mundo

D                E7       F°       F#m

Indo  e   mais  fundo    tins   e bens e tais


[Ponte]


 C

Será  que   nunca faremos senão confirmar

E7

A  incompetência da América católica

 F7M                                 Bb7

Que sempre precisará de ridículos tiranos?

 C

Será, será que, que será, que será, que será

 E7

Será que essa minha estúpida retórica

 F7M                                       Bb7        

Terá que soar, terá que se ouvir por mais zil anos?


[Solo] A  B/A  D 

       E7  F°  F#m


[Ponte]


C

Ou então cada paisano e cada capataz

 E7

Com sua burrice fará jorrar sangue demais

 F7M                                            Bb7

Nos pantanais, nas cidades, caatingas  e nos gerais

C

Será que apenas os hermetismos pascoais

E7

E os tons e os mil tons, seus sons e seus dons geniais

 F7M                                            Bb7

Nos salvam, nos salvarão dessas trevas e nada mais?


[Quarta Parte]


A

Enquanto os homens exercem seus podres poderes

 B/A

Morrer e matar de fome de raiva e de sede

 D            E7     F°    F#m

São tantas vezes gestos naturais

A

Eu quero aproximar o meu cantar  vagabundo

 B/A

Daqueles que velam pela alegria do mundo


[Final]


D

Indo  mais fundo

 E7    F°      F#m

Tins e bens e tais

D

Indo mais fundo

 E7     F°     F#m

Tins e bens e tais

D

Indo mais fundo

 E7     F°     F#m

Tins e bens e tais


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