"Podres poderes" che in portoghese sta per "Putridi poteri" Caetano sceglie di nuovo la via della canzone-protesta e lo fa con un testo ficcante, a volte crudo e forte ma per questo forse più impattante e immediato, il tutto ovviamente senza tralasciare la parte musicale, sempre di grande caratura, con una melodia accattivante e un ritmo travolgente e naturalmente con arrangiamenti superbi.
La canzone ha ovviamente un sound molto anni 80, all'epoca infatti impazzavano batterie elettroniche, tastiere e sintetizzatori, tutti elementi presenti nella canzone, che conta anche di una graffiante chitarra elettrica. Sentiamoci l'ennesimo capolavoro di Caetano:
Caetano nel 1984 esegue la canzone in uno special tv in cui esegue molti altri pezzi del nuovo album "Velô":
Altra esibizione live eseguita durante il programma tv "Mixto Quente" nel 1985:
Veniamo ad una esibizione più recente fatta nel 2017 in chiave acustica:
Infine ecco l'esibizione più recente della canzone, anche questa in chiave acustica ma fatta insieme ai suoi figli durante uno show in live streaming direttamente da casa sua. E il 7 agosto 2020 è il motivo che ha spinto Caetano a fare questo live casalingo è l'impazzare dell'epidemia Covid-19 che rende impossibile per ovvie ragioni qualsiasi concerto e manifestazione pubblica.
PODRES PODERES
Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Motos e fuscas avançam os sinais vermelhos
E perdem os verdes
Somos uns boçais
Queria querer gritar setecentas mil vezes
Como são lindos como são lindos os burgueses
E os japoneses
Mas tudo é muito mais
Será que nunca faremos senão confirmar
A incompetência da América Católica
Que sempre precisará de ridículos tiranos?
Será, será que será que será que será
Será que esta minha estúpida retórica
Terá que soar, terá que se ouvir
Por mais mil anos?
Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Índios e padres e bichas, negros e mulheres
E adolescentes fazem o carnaval
Queria querer cantar afinado com eles
Silenciar em respeito ao seu transe, num êxtase
Ser indecente
Mas tudo é muito mau
Ou então cada paisano e cada capataz
Com sua burrice fará jorrar sangue demais
Nos pantanais, nas cidades, caatingas
e nos Gerais?
Será que apenas os hermetismos pascoais
Os tons, os mil tons, seus sons e seus dons geniais
Nos salvam, nos salvarão dessas trevas
E nada mais?
Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Morrer e matar de fome, de raiva e de sede
São tantas vezes gestos naturais
Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo
Daqueles que velam pela alegria do mundo
Indo mais fundo
Tins e Bens e tais
TRADUZIONE
Mentre gli uomini esercitano i loro putridi poteri
Moto e Maggiolini passano col rosso
E stanno fermi al verde
Siamo degli idioti
Vorrei urlare settecentomila volte
Come sono belli, come sono belli i borghesi
E i giapponesi
Ma tutto è molto di più
Riusciremo a fare altro oltre che a confermare
L'inettitudine dell'America cattolica,
Che avrà sempre bisogno di ridicoli tiranni?
Sarà, sarà quel che sarà, sarà quel che sarà,
Sarà che questa mia stupida retorica
Dovrà risuonare, dovrà sentirsi
Per mille anni ancora?
Mentre gli uomini esercitano i loro putridi poteri
Indios, preti e froci, negri, donne
E adolescenti fanno il carnevale
Vorrei desiderare cantare in sintonia con loro
Tacere in rispetto alla loro trance, in estasi
Essere indecente
Ma tutto è pessimo
Oppure ogni contadino e ogni fattore
Con la loro idiozia faranno sgorgare troppo sangue
Nelle paludi, nelle città, nelle caatingas
E nella foresta vergine?
Sarà che soltanto gli “ermetismi pasquali” [1],
I suoni, i mille suoni [2], i loro suoni e i loro doni geniali
Ci salvano, ci salveranno da queste tenebre
E nient'altro?
Mentre gli uomini esercitano i loro putridi poteri
Morire e ammazzare di fame, di rabbia e di sete
Sono spesso gesti naturali
Io voglio avvicinare il mio canto vagabondo
A chi vigila sull'allegria del mondo
Andando più a fondo
I Tim, I Ben [3] e gente come loro.
[1] Riferimento, con un gioco di parole ovviamente non bene traducibile, al grande compositore e polistrumentista brasiliano Hermeto Pascoal (“pascoal” significa esattamente “pasquale” in portoghese).
[2] Altro gioco di parole del tutto intraducibile: “mil tons” significa sí “mille suoni”, ma suona anche come “Míltons”, in riferimento a Mílton Nascimento, il grande chitarrista, musicista e cantante brasiliano (che è stato, peraltro, decisamente influenzato dalla musica e dalle teorie di Hermeto Pascoal).
[3] Con “Tins” (plurale portoghese di “Tim”) Caetano Veloso si riferisce al cantante Tim Maia (pseudonimo di Sebastião Rodrigues Maia, 1942-1998); con “Bens” al cantante Jorge Ben Jor (pseudonimo di Jorge Duílio Lima Menezes)
ACCORDI
A
Enquanto os homens exercem seus podres poderes
B/A
Motos e fuscas avançam os sinais vermelhos
D E7 F° F#m
E perdem os verdes somos uns boçais
A
Queria querer gritar setecentas mil vezes
B/A
Como são lindos, como são lindos os burgueses
D E7 F° F#m
E os japoneses mas tudo é muito mais
[Ponte]
C
Será que nunca faremos senão confirmar
E7
A incompetência da américa católica
F7M Bb7
Que sempre precisará de ridículos tiranos?
C
Será, será que , que será , que será, que será
E7
Será que essa minha estúpida retórica
F7M Bb7
Terá que soar, terá que se ouvir por mais zil anos?
[Segunda Parte]
A
Enquanto os homens exercem seus podres poderes
B/A
Índios, padres e bichas, negros e mulheres
D E7 F° F#m
E adolescentes fazem o carnaval
A
Queria querer cantar afinado com eles
B/A
Silenciar em respeito ao seu transe , num êxtase
D E7 F° F#m
Ser indecente mas tudo é muito mau
[Ponte]
C
Ou então cada paisano e cada capataz
E7
Com sua burrice fará jorrar sangue demais
F7M Bb7
Nos pantanais, nas cidades , caatingas e nos gerais
C
Será que apenas os hermetismos pascoais
E7
E os tons e os mil tons, seus sons e seus dons geniais
F7M Bb7
Nos salvam, nos salvarão dessas trevas e nada mais?
[Terceira Parte]
A
Enquanto os homens exercem seus podres poderes
B/A
Morrer e matar de fome, de raiva e de sede
D E7 F° F#m
São tantas vezes gestos naturais
A
Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo
B/A
Daqueles que velam pela alegria do mundo
D E7 F° F#m
Indo e mais fundo tins e bens e tais
[Ponte]
C
Será que nunca faremos senão confirmar
E7
A incompetência da América católica
F7M Bb7
Que sempre precisará de ridículos tiranos?
C
Será, será que, que será, que será, que será
E7
Será que essa minha estúpida retórica
F7M Bb7
Terá que soar, terá que se ouvir por mais zil anos?
[Solo] A B/A D
E7 F° F#m
[Ponte]
C
Ou então cada paisano e cada capataz
E7
Com sua burrice fará jorrar sangue demais
F7M Bb7
Nos pantanais, nas cidades, caatingas e nos gerais
C
Será que apenas os hermetismos pascoais
E7
E os tons e os mil tons, seus sons e seus dons geniais
F7M Bb7
Nos salvam, nos salvarão dessas trevas e nada mais?
[Quarta Parte]
A
Enquanto os homens exercem seus podres poderes
B/A
Morrer e matar de fome de raiva e de sede
D E7 F° F#m
São tantas vezes gestos naturais
A
Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo
B/A
Daqueles que velam pela alegria do mundo
[Final]
D
Indo mais fundo
E7 F° F#m
Tins e bens e tais
D
Indo mais fundo
E7 F° F#m
Tins e bens e tais
D
Indo mais fundo
E7 F° F#m
Tins e bens e tais

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