Caetano ci ha spesso abituato a canzoni "politiche" e il pezzo che trattiamo ora rientra proprio tra questa categoria, si chiama "Um comunista" ed è dedicato alla storia di Carlos Marighella, un guerrigliero, rivoluzionario, scrittore e politico brasiliano, che venne assassinato durante la dittatura militare brasiliana, Ecco uno stralcio di un'intervista rilascita da Veloso ad un giornalista di Repubblica: "Quando la canto in Brasile ci sono reazioni molto forti, la gente canta il ritornello, applaude, urla il nome di Marighella, è un pezzo che piace e il pubblico rispetta la storia che racconto, anche i giovani, trovano commovente raccontare di un comunista che guardava verso un sogno. Io non sono mai stato violento, ma quella storia mi piaceva, nel pezzo ci sono tutte le contraddizioni del caso, non l'ho mai incontrato e non sono mai stato vicino a quelle storie, anche se a un certo punto lo sono stato, più di quanto pensassi, perché una mia amica fu imprigionata e torturata perché faceva parte di quel gruppo, ma per fortuna lei è sopravvissuta ed è ancora mia amica. Mi chiese di aiutarli logisticamente, io dissi si ma non feci granché perché non avevo il tempo e la possibilità di aiutarli realmente". Carlos Marighella nacque a Salvador il 5/12/1911 e morì a São Paulo il 4/11/1969.
La canzone è stata eseguita dal vivo durante il tour "Abraçaço ao vivo".
Um mulato baiano
muito alto e mulato
filho de um italiano
e de uma preta haussá
Foi aprendendo a ler
Olhando mundo à volta
E prestando atenção
no que não estava a vista:
Assim nasce um comunista
Um mulato baiano
que morreu em São Paulo
baleado por homens
do poder militar
nas feições que ganhou
em solo americano
A dita guerra fria
Roma, França e Bahia
Os comunistas guardavam sonhos
Os comunistas, os comunistas
O mulato baiano
o minimanual
do guerrilheiro urbano
que foi preso por Vargas
depois por Magalhães
por fim, pelos milicos
sempre foi perseguido
nas minúcias das pistas
Como são os comunistas
Não que os seus inimigos
estivessem lutando
contra as nações-terror
que o comunismo urdia
Mas por vãos interesses
de poder e dinheiro
quase sempre por menos
quase nunca por mais
Os comunistas guardavam sonhos
Os comunistas, os comunistas
O baiano morreu
eu estava no exílio
e mandei um recado
que eu que tinha morrido
e que ele estava vivo
Mas ninguém entendia
Vida sem utopia
não entendo que exista:
Assim fala um comunista
Porém a raça humana
segue trágica sempre
Indecodificável
tédio, horror, maravilha
Ó mulato baiano
o samba o reverencia
muito embora não creia
em violência e guerrilha
(Tédio, horror e maravilha)
Calçadões encardidos
multidões apodrecem
Há um abismo entre homens
E homens, o horror!
Quem e como fará
Com que a terra se acenda
E desate seus nós
discutindo-se Clara
Iemanjá, Maria, Iara
Iansã, Cadija, Sara
O mulato baiano
já não obedecia
as ordens de interesse
que vinham de Moscou
Era luta romântica
Era luz e era treva
Venta de maravilha
de tédio e de horror
Os comunistas guardavam o sonho
Os comunistas, os comunistas
TRADUZIONE
Un mulatto di Bahia
molto alto e mulatto
figlio di un italiano
e una haussa nera
stava imparando a leggere
guardando in giro per il mondo
e prestando attenzione
in ciò che non si vedeva:
Così nasce un comunista
un mulatto di Bahia
che morì a San Paolo
fucilato dagli uomini
del potere militare
nelle caratteristiche che hanno vinto
sul suolo americano
la cosiddetta guerra fredda
Roma, Francia e Bahia
I comunisti conservavano i sogni
I comunisti, i comunisti
il mulatto bahiano
il mini manuale
della guerriglia urbana
che è stato arrestato da Vargas
poi da Magellano
infine, dalle milizie
fu sempre perseguitato
nelle minuzie degli indizi
Come sono i comunisti
Non che i tuoi nemici
stavano combattendo
contro le nazioni del terrore
che il comunismo tesse
Ma per vani interessi
di potere e denaro
quasi sempre a meno
quasi mai per di più
I comunisti conservavano i sogni
I comunisti, i comunisti
il baiano morì
Ero in esilio
e ho inviato un messaggio
che ero morto
e che lui era vivo
ma nessuno ha capito
vita senza utopia
non ho capito che c'è:
Questo è ciò che dice un comunista
Ma la razza umana
rimane sempre tragico
indecifrabile
noia, orrore, meraviglia
oh mulatto baiano
il samba lo venera
anche se non ci credo
alla violenza e alla guerriglia
(Noia, orrore e meraviglia)
passerelle sporche
la folla marcisce
C'è un abisso tra gli uomini
E uomini, l'orrore!
chi e come lo farà
Come si illumina la terra
E scioglie i tuoi nodi
discutendo di Chiara
Yemanja, Maria, Iara
Iansã, Cadija, Sara
il mulatto bahiano
non ha obbedito più
gli ordini di interesse
che venivano da Mosca
Era una lotta romantica
Era luce ed era oscurità
Vento di meraviglia
di noia e di orrore
I comunisti hanno mantenuto il sogno
I comunisti, i comunisti
ACCORDI
Intro: Am Em Am Em
Am7 Em
Um mulato baiano,
Am7 Em
Muito alto e mulato
Am7 Em
Filho de um italiano
Am7 Em
E de uma preta uçá
Dm7 Am
Foi aprendendo a ler
Dm7 Am
Olhando mundo à volta
Dm7 Am
E prestando atenção
Em
No que não estava a vista
F7M Bb Am Em
Assim nasce um comunista
Am7 Em
Um mulato baiano
Am7 Em
Que morreu em São Paulo
Am7 Em
Baleado por homens
Am7 Em
Do poder militar
Dm7 Am
Nas feições que ganhou
Dm7 Am
Em solo americano
Dm7 Am
A dita guerra fria
Em
Roma, França e Bahia
F7M Bb
Os comunistas guardavam sonhos
Eb7M E
Os comunistas! os comunistas!
Am7 Em
O mulato baiano,
Am7 Em
Mini e manual
Am7 Em
Do guerrilheiro urbano
Am7 Em
Que foi preso por Vargas
Dm7 Am7
Depois por Magalhães
Dm7 Am7
Por fim, pelos milicos
Dm7 Am7
Sempre foi perseguido
Em
Nas minúcias das pistas
F7M Bb Am Em
Como são os comunistas?
Am7 Em
Não que os seus inimigos
Am7 Em
Estivessem lutando
Am7 Em
Contra as nações terror
Am7 Em
Que o comunismo urdia
Dm7 Am7
Mas por vãos interesses
Dm7 Am
De poder e dinheiro
Dm7 Am
Quase sempre por menos
Em
Quase nunca por mais
F7M Bb
Os comunistas guardavam sonhos
Eb7M E
Os comunistas! os comunistas!
Am7 Em
O baiano morreu
Am7 Em
Eu estava no exílio
Am7 Em
E mandei um recado:
Am7 Em
"Que eu que tinha morrido"
Dm7 Am7
E que ele estava vivo,
Dm7 Am7
Mas ninguém entendia
Dm7 Am7
Vida sem utopia
Em
Não entendo que exista
F7M Bb Am Em
Assim fala um comunista
Am7 Em
Porém, a raça humana
Am7 Em
Segue trágica, sempre
Am7 Em
Indecodificável
Am7 Em
Tédio, horror, maravilha
Dm7 Am7
Ó, mulato baiano
Dm7 Am7
Samba o reverencia
Dm7 Am7
Muito embora não creia
Em
Em violência e guerrilha
F7M Bb Am7 Em
Tédio, horror e maravilha
Am7 Em
Calçadões encardidos
Am7 Em
Multidões apodrecem
Am7 Em
Há um abismo entre homens
Am7 Em
E homens, o horror
Dm7 Am
Quem e como fará
Dm7 Am
Com que a terra se acenda?
Dm7 Am7
E desate seus nós
Em
Discutindo-se clara
F7M Bb Am
Iemanjá, Maria, Iara
F7M Bb Am Em
Iansã, Catijaçara
Am7 Em
O mulato baiano
Am7 Em
Já não obedecia
Am7 Em
As ordens de interesse
Am7 Em
Que vinham de moscou
Dm7 Am7
Era luta romântica
Dm7 Am
Ela luz e era treva
Dm7 Am7
Venta de maravilha,
Em
De tédio e de horror
F7M Bb
Os comunistas guardavam sonhos
Eb7M E
Os comunistas! os comunistas!
F7M Bb
Os comunistas guardavam sonhos
Eb7M E
Os comunistas! os comunistas!
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