giovedì 31 marzo 2022

Nao enche

 


Traccia briosa e festosa di "Livro", "Nao enche" trasmette gioia e movimento, con la sua ritmica martellante e i suoi fiati contagiosi. Nel testo il protagonista è oppresso da una donna che non lo fa vivere a modo suo e si sfoga dicendo "Lasciami cantare.. mi libererò di te...".



Nel 1998 Caetano esegue dal vivo "Nao enche" durante il "Prenda minha" tour, con un arrangiamento molto simile alla versione studio:


Caetano realizza anche un video della canzone, vediamola:


La canzone viene eseguita il 31 maggio 1998 durante una trasmissione televisiva chiamata "Planeta Xuxa" :


Sempre in uno studio televisivo, ma stavolta in forma acustica, ecco "Nao enche" eseguita durante il programma "Altas horas":


NAO ENCHE

Me larga, não enche

Você não entende nada e eu não vou te fazer entender

Me encara de frente:

É que você nunca quis ver, não vai querer, não quer ver

Meu lado, meu jeito,

O que eu herdei de minha gente e nunca posso perder

Me larga, não enche,

Me deixa viver, me deixa viver, me deixa viver,

                                             [me deixa viver

Cuidado, ô xente!

Está no meu querer poder fazer você desabar

Do salto, nem tente

Manter as coisas como estão porque não dá, não vai dar

Quadrada, demente

A melodia do meu samba põe você no lugar

Me larga, não enche

Me deixa cantar, me deixa cantar, me deixa cantar,

                                                [me deixa cantar

Eu vou

Clarificar a minha voz

Gritando: nada mais de nós!

Mando meu bando anunciar:

Vou me livrar de você

Harpia, aranha

Sabedoria de rapina e de enredar, de enredar

Perua, piranha

Minha energia é que mantém você suspensa no ar

Pra rua!, se manda

Sai do meu sangue, sanguessuga, que só sabe sugar

Pirata, malandra

Me deixa gozar, me deixa gozar, me deixa gozar,

                                              [me deixa gozar

Vagaba, vampira

O velho esquema desmorona desta vez pra valer

Tarada, mesquinha

Pensa que é a dona e eu lhe pergunto: quem lhe deu

                                                           [tanto axé?

Â-toa, vadia

Começa uma outra história aqui na luz deste dia D:

Na boa, na minha

Eu vou viver dez

Eu vou viver cem

Eu vou viver mil

Eu vou viver sem você

TRADUZIONE

lasciami andare, non opprimermi

Tu non capisci niente e io non ti farò capire

affrontami:

È che non hai mai voluto vedere, non vorrai, non vorrai vedere

La mia parte, la mia strada,

Quello che ho ereditato dalla mia gente e che non potrò mai perdere

Lasciami andare, non opprimermi,

Lasciami vivere, lasciami vivere, lasciami vivere,

                                             [Lasciami vivere

Stai attento, oh xente!

È nel mio voler essere in grado di farti crollare

Dal salto, non provarci nemmeno

Mantieni le cose come sono perché non può, non lo farà

quadrato, demenziale

La melodia del mio samba ti mette a posto

lasciami andare, non opprimermi

Lasciami cantare, lasciami cantare, lasciami cantare,

                                                [Lasciatemi cantare

lo farò

schiarisco la mia voce

Urlando: non più da noi!

Mando la mia band ad annunciare:

Mi libererò di te

arpia, ragno

Saggezza di preda e di intreccio, di intreccio

tacchino, piranha

La mia energia è ciò che ti tiene sospesa nell'aria

Esci in strada!

Esci dal mio sangue, sanguisuga che sa solo succhiare

pirata, imbrogliona

Lasciami divertire, lasciami divertire, lasciami godere,

                                              [fammi godere

cagna, vampira

Il vecchio schema va in pezzi questa volta per davvero

pervertita, meschina

Lei crede di essere la proprietaria e gli chiedo: chi gliel'ha dato

                                                           [tanto axé?

-no, cagna

Un'altra storia inizia qui alla luce di questo giorno D:

Nel bene, nel mio

vivrò dieci

ne vivrò cento

ne vivrò mille

Vivrò senza di te

ACCORDI

[Intro] E7(5+)  D11+/A  Bb7M 


[Primeira Parte]


 Cm7       F7

Me larga, não enche

Bb7M

Você não entende nada e eu não vou te fazer entender

Cm7        F7

Me encara, de frente

Bb7M

É que você nunca quis ver não vai querer entender

Fm7       Bb7

Meu lado, meu jeito

Eb7M

O que eu herdei da minha gente e nunca posso perder

Gm7        C7

Me larga, não enche

    Cm7              F7                Cm7             F7

Me deixa viver, me deixa viver, me deixa viver, me deixa viver


Cm7      F7

Cuidado, oxente !

Bb7M

Está no meu querer poder fazer você desabar

Cm7      F7

Do salto, nem tente

Bb7M

Manter as coisas como estão porque não dá, não vai dar

Fm7       Bb7

Quadrada, demente

Eb7M

A melodia do meu samba põe voce no lugar

Gm7        C7

Me larga, não enche

    Cm7               F7                Cm7               F7

Me deixa cantar, me deixa cantar, me deixa cantar, me deixa cantar

     Ebm7

Eu vou

       Cm7  F7

Clarificar

        Ebm7

A minha voz

          Cm7  F7         Ebm7

Gritando: na...da mais de nós!

        Cm7   F7     Ebm7

Mando meu bando anunciar

       Cm7       F7

Vou me livrar de voce

Cm7     F7

Harpia, aranha

Bb7M

Sabedoria de rapina e de enredar, de enredar

Cm7     F7

Perua, piranha

Bb7M

Minha energia é que mantém você suspensa no ar

Fm7      Bb7

Pra rua! se manda

Eb7M

Sai do meu sangue sanguessuga, que só sabe sugar

Gm7      C7

Pirata, malandra

    Cm7              F7               Cm7              F7

Me deixa gozar, me deixa gozar, me deixa gozar, me deixa gozar

Cm7     F7

Vagaba, vampira

Bb7M

O velho esquema desmorona desta vez pra valer

Cm7     F7

Tarada, mesquinha

Bb7M

pensa que é a dona e eu lhe pergunto:quem lhe deu tanto axé?

Fm7    Bb7

À-toa, vadia

Eb7M

Começa uma outra história aqui na luz deste dia d

Gm7      C7M

Na boa, na minha

    Cm7

Eu vou viver dez

    F7

Eu vou viver cem

    Cm7

Eu vou vou viver mil

    F7            Ebm7.

Eu vou viver sem você


( Ebm7  Cm7  F7   Ebm7  Cm7  F7 )

( Cm7  F7  Bb7M  Cm7  F7  Bb7M ) 

( Fm7 Bb7 Eb7M  Gm7 C7  Cm7 F7 Cm7 F7)


Cm7     F7

Vagaba, vampira

Bb7M

O velho esquema desmorona desta vez pra valer

Cm7     F7

Tarada, mesquinha

Bb7M

pensa que é a dona e eu lhe pergunto:quem lhe deu tanto axé?

Fm7    Bb7

À-toa, vadia

Eb7M

Começa uma outra história aqui na luz deste dia d

Gm7      C7

Na boa, na minha

    Cm7

Eu vou viver dez

    F7

Eu vou viver cem

    Cm7

Eu vou vou viver mil

    F7(9-)         Bb7M  Gm7      Cm7

Eu vou viver sem você

   F7              Ebm7   Gm7    Cm7 

Eu vou viver sem você

    F7             Ebm7   Gm7    Cm7

Na luz desse dia D

    F7             Bb7M/9 

Eu vou viver sem você

mercoledì 30 marzo 2022

Manhata

 


Canzone contenuta nel disco "Livro" e intitolata alla città americana "Manhattan", che in portoghese si dice per l'appunto "Manhata". Nel disco questa canzone presenta una dedica a Lulu Santos, cantante e compositore carioca classe 1953.


Se chiudiamo gli occhi, la voce suadente di Caetano ci culla e ci fa sentire anche a noi sulla canoa, l'arrangiamento è curatissimo, un'esplosione di colori musicali.

Nel 2004 Caetano esegue la canzone alla Carnegie Hall di New York, in un concerto che verso la fine lo vedrà duettare con David Bryne. Questa esibizione sarà resa disponibile su formato cd molti anni dopo, nel 2012:


Nel 2020 Caetano registra di nuovo la canzone insieme a Ivan Sacerdote, che dona una vesta nuova alla canzone arrangiandola con il suo clarinetto. L'album che racchiude questa esecuzione si chiama "Caetano Veloso & Ivan Sacerdote". Vediamoci questa esecuzione registrata "live" in studio:



MANHATA

Uma canoa canoa

Varando a manhã de norte a sul

Deusa da lenda na proa

Levanta uma tocha na mão

Todos os homens do mundo

Voltaram seus olhos naquela direção

Sente-se o gosto do vento

Cantando nos vidros o nome doce da cunhã:

Manhattan, Manhattan

Manhattan, Manhattan

Manhattan, Manhattan, Manhattan

Um remoinho de dinheiro

Varre o mundo inteiro, um leve leviatã

E aqui dançam guerras no meio

Da paz das moradas de amor

Ah! Pra onde vai, quando for,

Essa imensa alegria, toda essa exaltação

Ah! Solidão, multidão,

Que menina bonita mordendo a polpa da maçã:

Manhattan, Manhattan

Manhattan, Manhattan

Manhattan, Manhattan, Manhattan

TRADUZIONE

Una canoa canoa

Oltrepassando la mattina da nord a sud

Dea della leggenda sulla prua

Alza una torcia con la mano

tutti gli uomini del mondo

Volsero gli occhi in quella direzione

Si sente il ​​sapore del vento

Cantando nei bicchieri il dolce nome del cunhã:

Manhattan, Manhattan

Manhattan, Manhattan

Manhattan, Manhattan, Manhattan

un turbine di denaro

Spazza il mondo intero, un leggero leviatano

E qui le guerre danzano in mezzo

Dalle dimore della pace dell'amore

Oh! Dove vai, quando vai,

Questa gioia immensa, tutta questa esaltazione

Oh! solitudine, folla,

Che bella ragazza che morde la polpa di mela:

Manhattan, Manhattan

Manhattan, Manhattan

Manhattan, Manhattan, Manhattan

ACCORDI

Bbm7

Uma canoa canoa

            E9(6)

Varando a manhã de norte a sul

Bbm7

Deusa da lenda na proa

             E9(6)

Levanta uma tocha na mão

Bbm7

Todos os homens do mundo

               E9(6)

Voltaram seus olhos naquela direção

Bbm7

Sente-se o gosto do vento

              E9(6)

Cantando nos vidros nome doce da cunhã


Eb7M(9)    Ebm7(9)

Manhattan, Manhattan

Eb7M(9)    Ebm7(9)

Manhattan, Manhattan

C#7M(9)  C#9(6)

Manhattan

Bbm7

Um remoinho de dinheiro

              E9(6)

Varre o mundo inteiro, um leve leviatã

Bbm7

E aqui dançam guerras no meio

             E9(6)

Da paz das moradas de amor

Bbm7

Ah! Pra onde vai, quando for

                E9(6)

Essa imensa alegria, toda essa exaltação

Bbm7

Ah! Solidão, multidão

               E9(6)

Que menina bonita mordendo a polpa da maçã

Eb7M(9)    Ebm7(9)

Manhattan, Manhattan

Eb7M(9)    Ebm7(9)

Manhattan, Manhattan

C#7M(9)  C#9(6)

Manhattan





lunedì 28 marzo 2022

Livros

 


"Livros" è la traccia numero due del disco "Livro", è una sorta di marcetta, guarnita da flauti e chitarre distorte con un testo che mostra l'amore e l'importanza dei libri per Caetano. Dissonante e ammaliante!


Vediamoci ora un  video che mostra la presentazione dell'album "Livro" fatta a Buenos Aires nel 1997, durante il video si possono vedere degli spezzoni  "live" della canzone:


Nel 2014 assistiamo ad un "remake" in chiave acustica della canzone,  Caetano la inserisce in un disco chiamato "iTunes Sessions":


Chiudiamo con una versione dal vivo acustica, eseguita durante la trasmissione televisiva "Livre" nel 1997:





LIVROS

Tropeçavas nos astros desastrada

Quase não tinhamos livros em casa

E a cidade não tinha livraria

Mas os livros que em nossa vida entraram

São como a radiação de um corpo negro

Apontando para a expansão do Universo

Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso

(E, sem dúvida, sobretudo o verso)

É o que pode lançar mundos no mundo

Tropeçavas nos astros desastrada

Sem saber que a ventura e a desventura

Dessa estrada que vai do nada ao nada

São livros e o luar contra a cultura

Os livros são objetos transcendentes

Mas podemos amá-los do amor táctil

Que votamos aos maços de cigarro

Domá-los, cultivá-los em aquários,

Em estantes, gaiolas, em fogueiras

Ou lançá-los pra fora das janelas

(Talvez isso nos livre de lançarmo-nos)

Ou o que é muito pior por odiarmo-los

Podemos simplesmente escrever um:

Encher de vãs palavras muitas páginas

E de mais confusão as prateleiras

Tropeçavas nos astros desastrada

Mas para mim foste a estrela entre as estrelas

TRADUZIONE

Sei inciampato nelle stelle goffamente

Quasi non avevamo libri a casa

E la città non aveva libreria

Ma i libri che sono entrati nelle nostre vite

Sono come la radiazione di un corpo nero

Indicando l'espansione dell'Universo

Perché la frase, il concetto, la trama, il verso

(E, naturalmente, soprattutto il verso)

È ciò che può lanciare mondi nel mondo

Sei inciampato nelle stelle goffamente

Non conoscendo quella fortuna e sfortuna

Di questa strada che va dal nulla al nulla

Sono libri e chiaro di luna contro la cultura

I libri sono oggetti trascendenti

Ma possiamo amarli dall'amore tattile

Che votiamo per i pacchetti di sigarette

Addomesticarli, farli crescere negli acquari,

Sugli scaffali, nelle gabbie, sui fuochi

Oppure buttali fuori dalle finestre

(Forse questo ci libererà dal lanciarci)

O cosa c'è di peggio per odiarli

Possiamo semplicemente scriverne uno:

Riempiendo molte pagine con parole vuote

E più confusione sugli scaffali

Sei inciampato nelle stelle goffamente

Ma per me eri la stella tra le stelle

ACCORDI

[Intro]  Em  B7


Em             Em/D#

Tropeçavas nos astros desastrada 

Em/D           Em/C#

Quase não tínhamos livros em casa 

C7             D9          C#m7  C7

E a cidade não tinha livraria

F                    B7/D#  B7     Em

Mas os livros que em nossa vida entraram

                Em/D#           Em/D

São como a radiação de um corpo negro 

                  Em/C#

Apontando pra a expansão do Universo 

C7                   D7(13-)            Dm7

Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso 

                G7          C6/9

E, sem dúvida, sobretudo o verso

                Cm6           Em/B  Em   F#m7add4  B7

É o que pode lançar mundos no mundo


Em             Em/D

Tropeçavas nos astros desastrada 

C#m7(b13)       C7          B7

Sem saber que a ventura e a desventura 

Em                Em/D

Dessa estrada que vai do nada ao nada 

Em/C#          C7   B7

São livros e o luar contra a cultura


( Em  B7 )


Em              Em/D#

Os livros são objetos transcendentes

Em/D        Em/C#           C7

Mas podemos amá-los do amor táctil

                 D9         C#m7  C7

Que votamos aos maços de cigarro

F               B7/D#  B7    Em

Domá-los, cultivá-los em aquários

                Em/D#

Em estantes, gaiolas, em fogueiras

Em/D             Em/C#

Ou lançá-los pra fora das janelas

C7                D7(13-)     Dm7

(Talvez isso nos livre de lançarmo-nos)

                    G7         C6/9

Ou ­ o que é muito pior ­ por odiarmo-los

               Cm6            Em/B  Em   F#m7add4  B7

Podemos simplesmente escrever um


Em               Em/D         C#m7(b13)

Encher de vãs palavras muitas páginas

               C7     B7

E de mais confusão as prateleiras

Em             Em/D

Tropeçavas nos astros desastrada

Em/C#               C7       B7                       Em  B7

Mas pra mim foste a estrela entre as estrelas

giovedì 24 marzo 2022

Doideca

 


"Doideca" è una canzone contenuta nel disco "Livro" del 1997, si apre con delle percussioni roboanti e tumultuose, insieme a suoni di flauto traverso, a cui la voce di Caetano si appoggia per sviluppare una specie di cantilena.

Canzone quindi abbastanza "eccentrica" che contiene anche una piccolo "remake" di "London London",  canzone del periodo dell'esilio londinese:


Nel 1999 la canzone viene eseguita dal vivo durante il "Prende Minha" tour, sentiamola:


La versione live rimane molto fedele a quella studio, con Caetano che non suona nessuno strumento ma si concentra nella lettura del testo mentre l'accompagnamento della sua band è come al solito impeccabile e travolgente.


DOIDECA

Lira Paulistana

Música doideca

Funk carioca

Londresselvas em flor

Jorjão Viradouro

Arnaldo Olodum Titã

Funk carioca

Arrigo Tom Zé Miguel

Lucas Valdemente

Chelpa Ferro Mangue bit beat

Carioca Lira Paulistana

Gay Chicago negro alemão

Bossa nova

Gay Chicago negro alemão

Timbalada

Gay Chicago negro alemão

Viradouro

Gay Chicago negro alemão

Axé music

Gay Chicago negro alemão

Lira Paulistana

Música doideca

Funk carioca

Londresselvas em flor

Banda feminina da Didá Didá de

Banda feminina da Didá Didá

Banda tropicália de Tom Zé Tomzé de

Banda tropicália de Tomzé Tomzé de Banda

Didá Didá Didá de

Banda

Banda

Chicago negro alemão bossa nova

Chicago negro alemão

TRADUZIONE

Lira paulistana

musica pazza

funk carioca

Le giungle londinesi in fiore

Jorjao Viradouro

Arnaldo Olodum Titano

funk carioca

Arrigo Tom Ze Miguel

Luca Valdemente

Chelpa Ferro Mangue un po' battuto

Carioca Lira paulistana

gay Chicago nero tedesco

Bossanova

gay Chicago nero tedesco

Timbalada

gay Chicago nero tedesco

Flipper

gay Chicago nero tedesco

musica d'ascia

gay Chicago nero tedesco

Lira paulista

musica pazza

funk carioca

Le giungle londinesi in fiore

La band femminile di Didá Didá

La band femminile di Didá Didá

Tropicália band di Tom Zé Tomzé de

Tropicália band di Tomzé Tomzé de Banda

Dida Dida Dida de

Gruppo musicale

Gruppo musicale

Bossa nova tedesca nera di Chicago

Tedesco nero di Chicago



martedì 22 marzo 2022

Alexandre


 

Canzone scoppiettante e "storica" questa "Alexandre", con arrangiamento che punta tutto sulle percussioni e sugli strumenti a fiato.

Il testo è lunghissimo e quando per la prima volta Caetano decise di eseguirla dal vivo, in alcune date del tour "Abraçaço" del 2013, si fece stampare il testo della canzone, che era troppo lungo per essere memorizzato, poi chiese all'artista Helio Eichbauer (creatore di molte coreografie dei suoi tour) di disegnare una copertina del quaderno contenente il testo della canzone, che poi è quella che potete vedere nella foto. 

Il pezzo è contenuto nell'album "Livro" uscito nel 1997. Sentiamoci la versione studio e poi quella "live":



La canzone venne suonata solo nelle date al Circo Voador di Rio de Janeiro, nel marzo 2013.


Questa invece è una cover fatta da Adriana Calcanhotto e uscita nel 2009 in cd e nel 2010 in dvd, rispettivamente nel disco "Partimpim dois" e "Partimpim dois è show":




ALEXANDRE

Ele nasceu no mês do leão, sua mãe uma bacante

E o rei, seu pai, um conquistador tão valente

Que o príncipe adolescente pensou que já nada restaria

Pra, se ele chegasse a rei, conquistar por si só.

Mas muito cedo ele se revelou um menino extraordinário:

O corpo de bronze, os olhos cor de chuva e os cabelos cor de sol

Alexandre

De Olímpia e Filipe o menino nasceu, mas ele aprendeu

Que seu pai foi um raio que veio do céu

Ele escolheu seu cavalo

Por parecer indomável

E pôs-lhe o nome Bucéfalo

Ao dominá-lo

Para júbilo, espanto e escândalo do seu própio pai

Que contratou para seu preceptor um sábio de Estagira

Cuja cabeça sustenta ainda hoje o Ocidente

O nome Aristóteles - nome Aristóteles - se repetiria

Desde esses tempos até nossos tempos e além

Ele ensinou o jovem Alexandre a sentir filosofia

Pra que mais que forte e valente chegasse ele a ser sábio também

Alexandre

De Olímpia e Filipe o menino nasceu, mas ele aprendeu

Que seu pai foi um raio que veio do céu

Ainda criança ele surpreendeu importantes visitantes

Vindos como embaixadores do Império da Pérsia

Pois os recebeu, na ausência de Filipe, com gestos elegantes

De que o rei, seu própio pai, não seria capaz

Em breve estaria ao lado de Filipe no campo de batalha

E assinalaria seu nome na história entre os grandes generais

Alexandre

De Olímpia e Filipe o menino nasceu, mas ele aprendeu

Que seu pai foi um raio que veio do céu

Com Hefestião, seu amado,

Seu bem na paz e na guerra,

Correu em honra de Pátroclo - os dois corpos nus -

Junto ao túmulo de Aquiles,

O herói enamorado do amor

Na grande batalha de Queronéia, Alexandre destruía

A Esquadra Sagrada de Tebas, chamada a Invencível

Aos dezesseis anos, só dezesseis anos, assim já exibia

Toda a amplidão da luz do seu gênio militar

Olímpia incitava o menino dourado a afirmar-se

Se Filipe deixava a família da mãe de outro filho dos seus se insinuar

Alexandre

De Olímpia e Filipe o menino nasceu, mas ele aprendeu

Que seu pai foi um raio que veio do céu.

Feito rei aos vinte anos

Transformou a Macedônia,

Que era um reino periférico, dito bárbaro,

Em esteio do helenismo e dos gregos, seu futuro, seu sol.

O grande Alexandre, o Grande, Alexandre

Conquistou o Egito e a Pérsia

Fundou cidades, cortou o nó górdio, foi grande;

Se embriagou de poder, alto e fundo, fundando o nosso mundo,

Foi generoso e malvado, magnânimo e cruel;

Casou com uma persa, misturando raças, mudou-nos terra,

[céu e mar,

Morreu muito moço, mas antes impôs-se do Punjab a

[Gibraltar.

Alexandre

De Olímpia e Filipe o menino nasceu, mas ele aprendeu

Que seu pai foi um raio que veio do céu.

TRADUZIONE

Nacque nel mese del leone, sua madre baccante

E il re, tuo padre, un conquistatore così coraggioso

Che il principe adolescente pensava che non sarebbe rimasto più niente

Quindi, se è diventato re, conquista da solo.

Ma ben presto si rivelò un ragazzo straordinario:

Il corpo bronzeo, gli occhi color pioggia e i capelli color sole

Alessandro

Da Olimpia e Filippo nacque il ragazzo, ma imparò

Che suo padre era un fulmine dal cielo

Ha scelto il suo cavallo

per sembrare indomito

E lo chiamò Bucefalo

padroneggiandolo

Con gioia, stupore e scandalo del proprio padre

Che assunse per suo precettore un saggio di Stagira

La cui testa sostiene ancora oggi l'Occidente

Il nome Aristotele - il nome Aristotele - verrebbe ripetuto

Da quei tempi ai nostri giorni e oltre

Insegnò al giovane Alessandro a sentire la filosofia

In modo che più che forte e coraggioso, diventasse anche saggio

Alessandro

Da Olimpia e Filippo nacque il ragazzo, ma imparò

Che suo padre era un fulmine dal cielo

Da bambino ha sorpreso visitatori importanti

Venendo come ambasciatori dall'Impero di Persia

Perché li ricevette, in assenza di Filippo, con gesti eleganti

Ciò che il re, suo padre, non poteva fare

Presto sarebbe stato al fianco di Filippo sul campo di battaglia

E avrebbe segnato il suo nome nella storia tra i grandi generali

Alessandro

Da Olimpia e Filippo nacque il ragazzo, ma imparò

Che suo padre era un fulmine dal cielo

Con Efestione, sua amata,

Il tuo bene in pace e in guerra,

Corse in onore di Patroclo - i due corpi nudi -

Presso la tomba di Achille,

L'eroe innamorato dell'amore

Nella grande battaglia di Cheronea, Alessandro distrusse

La Santa Flotta di Tebe, chiamata l'Invincibile

A sedici anni, solo sedici, ecco come si è già mostrato

Tutta l'ampiezza della luce del tuo genio militare

Olimpia ha esortato il ragazzo d'oro ad affermarsi

Se Filipe lasciasse insinuare la famiglia della madre di un altro suo figlio

Alessandro

Da Olimpia e Filippo nacque il ragazzo, ma imparò

Che suo padre era un fulmine dal cielo.

Fatto re a vent'anni

Trasformato in Macedonia,

Che era un regno periferico, detto barbaro,

A sostegno dell'ellenismo e dei greci, il suo futuro, il suo sole.

Il grande Alessandro Magno Alessandro

Conquistò l'Egitto e la Persia

Fondò città, tagliò il nodo gordiano, fu grande;

Inebriato di potere, alto e basso, fondando il nostro mondo,

Era generoso e meschino, magnanimo e crudele;

sposò un persiano, razze miste, ci trasferì terra,

[cielo e mare,

Morì molto giovane, ma prima si impose il Punjab

[Gibilterra.

Alessandro

Da Olimpia e Filippo nacque il ragazzo, ma imparò

Che suo padre era un fulmine dal cielo.

ACCORDI

Intro: C Bb C


F              C                Bb        C 

Ele nasceu no mês do leão, sua mãe uma bacante 

  F                C                 Bb C 

E o rei seu pai, um conquistador tão valente 

        F             C                 Bb          C 

Que o príncipe adolescente pensou que já nada restaria 

F                       C                      Bb  C 

Pra, se ele chegasse a rei, conquistar por si só. 

F                   C               Bb            C 

Mas muito cedo ele se revelou um menino extraordinário: 

F                        C                       Bb           C 

O corpo de bronze, os olhos cor de chuva e os cabelos cor de sol. 

Dm                                                        | 

Alexandre,                                                | 

                         Bb                               | refrão 

De Olímpia e Felipe o menino nasceu, mas ele aprendeu     |   2x 

           Dm                     C                       | 

Que o seu pai o raio que veio do céu 

(F  C   Bb   C )

Ele escolheu seu cavalo Por parecer indomável

E pôs-lhe o nome Bucéfalo ao domina-lo 

Para júbilo, espanto e escândalo do seu próprio pai 

(F  C   Bb   C )

Que contratou para seu perceptor um sábio de Estagira 

Cuja a cabeça sustenta ainda hoje o Ocidente 

O nome Aristóteles - nome Aristóteles - se repetiria

Desde esses tempos até nossos tempos e além. 

Ele ensinou o jovem Alexandre a sentir filosofia

Pra que mais que forte e valente chegasse ele a ser sábio também. 

refrão 

(F  C   Bb   C )

Ainda criança ele surpreendeu importantes visitantes 

Vindos como embaixadores do Império da Pérsia 

Pois os recebeu, na ausência de Felipe, com gestos elegantes 

De que o rei, seu próprio pai, não seria capaz. 

Em breve estaria ao lado de Felipe no campo de batalha 

E assinalaria seu nome na história entre os grandes generais. 

refrão 

(F  C   Bb   C )

Com Hefestião, seu amado 

Seu bem na paz e na guerra, 

Correu em honrra de Pátroclo 

- os dois corpos nus - 

Junto ao túmulo de Aquiles,o héroi enamorado, o amor 

(F  C   Bb   C )

Na grande batalha de Queronéia, Alexandre destruía 

A esquadra Sagrada de Tebas, chamada e Invencível. 

Aos dezesseis anos, só dezesseis anos, assim já exibia 

Toda a amplidão da luz do seu gênio militar. 

Olímpia incitava o menino dourado a afirma-se 

Se Felipe deixava a família da mãe de outro filho dos seus se insinuar. 

refrão 

(F  C   Bb   C )

Feito rei aos vinte anos 

Transformou a Macedônia, 

Que era um reino periférico, dito bárbaro 

Em esteio do helenismo e dois gregos, seu futuro, seu sol 

(F  C   Bb   C )

O grande Alexandre, o Grande, Alexandre 

Conquistou o Egito e a Pérsia 

Fundou cidades , cortou o nó górdio, foi grande; 

Se embriagou de poder, alto e fundo, fundando o nosso mundo, 

Foi generoso e malvado, magnânimo e cruel; 

Casou com uma persa, misturando raças, mudou-nos terra, céu e mar, 

Morreu muito moço, mas antes impôs-se do Punjab a Gilbraltar. 


Acordar pra voce

 


Anno 1997, Caetano realizza un album di inediti e lo chiama "Livro", il disco è prodotto dallo stesso Caetano e da Morelenbaum.

La canzone che esaminiamo ora si chiama "Acordar pra voce" e non finirà su "Livro", è una composizione "familiare", infatti la musica la scrive Caetano e le parole Belo Velloso, sua nipote, che registrerà il pezzo per l'album "Um segundo", uscito nel 1997.

Belo decide di mantenere il suo vero cognome, con le due elle, mentre Caetano al momento di iniziare la sua carriera musicale scelse di eliminarne una e divenne Veloso.

Belo nasce a Santo Amaro (Bahia) nel 1971 debutta nel mondo della musica nel 1996 con l'album "Belô Velloso".


I geni non mentono e la voce di Belo è molto bella, per una canzone romantica, arrangiata in modo semplice ma efficacie, con chitarra acustica e piano:


ACORDAR PRA VOCE

Fico pensando o que posso dizer

Sonho um dia acordar pra você

Mas, se o vento o que trouxe, levou

O que é que eu posso fazer?

Lembro do dia que a noite chegou

Sem que se visse o verão acabou

Mas, se o amor pode amanhecer

Serei só eu e você

Nada apaga um sorriso seu

Nada cobre meu luar

E saudade ainda posso ter

Deixar chover ao meu redor

Lembro do dia que a noite chegou

Sem que se visse o verão acabou

Mas, se o amor pode amanhecer

Serei só eu e você


TRADUZIONE

Mi chiedo cosa posso dire
Sogno di svegliarmi con te un giorno
Ma se il vento che si è alzato l'ha portato via
Cosa posso fare?

Ricordo il giorno in cui venne quella notte
Senza vedere l'estate che finiva
Ma se l'amore può sorgere
saremo solo io e te

Niente cancella il tuo sorriso
Niente copre il mio chiaro di luna
E mi manchi ancora
Lascia che piova intorno a me

Ricordo il giorno in cui venne quella notte
Senza vedere l'estate finire
Ma se l'amore può sorgere
saremo solo io e te

venerdì 18 marzo 2022

Via papua

 


Con "Via Papua" Caetano collabora con Antonio Risério, poeta baiano classe 1953. Risèrio si dedicò alla politica studentesca nel 1968 e si occupò anche di televisione educativa. Ideò il progetto per la realizzazione del Museo della Lingua Portoghese, a San Paolo. Scrisse sceneggiature per film e televisione. Molte delle sue composizioni sono state registrate da star della musica popolare brasiliana. Ha fatto parte dei centri di strategia e creazione delle due campagne presidenziali di Lula. Ha scritto, tra gli altri, i libri Carnaval Ijexá (Corrupio, 1981), Caymmi: Uma Utopia de Lugar (Perspectiva, 1993), Textos e Tribos (Imago, 1993), Avant-Garde na Bahia (Instituto Pietro Bardi e Lina Bo, 1995). ), Oriki Orixá (Perspectiva, 1996), Saggio sul testo poetico in un contesto digitale (Fundação Casa de Jorge Amado, 1998) e Una storia della città di Bahia (Versal, 2004).

"Via Papua" è un poema di Riserio contenuto nel suo libro "Fetiche", musicato da Caetano Veloso.

Caetano non incise mai la canzone, sentiamoci però una versione di Maria Creuza, uscita nel 1999 nell'album "A metade do mundo":


VIA PAPUA

Desamarra a quilha, canoa

desamarra a quilha

e voa

(vai pelo ar

pelo mar

e sobre a ilha;

voa sobre o que

se armadilha)

mas voa leve, canoa

e leva uma estrela

na ponta da proa

cruza o mar, a névoa

o peito, a boca, a língua

almas que invadem nuvens

dobras de angra e de íngua

(mas voa leve, canoa

há uma estrada inteira

na ponta da tua proa)

e que o ar mais leve a leve

e faça das algas do céu

a minha única

e exclusiva

coroa,

canoa.

TRADUZIONE

slega la chiglia, canoa

slega la chiglia

e vola

(vai in aria

per il mare

e sopra all'isola;

sorvola cosa

si intrappola)

ma vola leggero, canoa

e prendi una stella

sulla punta dell'arco

attraversa il mare, la nebbia

il petto, la bocca, la lingua

anime che invadono le nuvole

ruscello e pieghe d'acqua

(ma vola leggero, canoa

c'è un'intera strada

sulla punta del tuo arco)

e lascia che l'aria più leggera lo prenda

e fai l'alga del cielo

la mia unica

ed esclusiva

Corona,

canoa. 

Titled

 


Sesta e ultima collaborazione di Caetano con Arto Lindsay, la canzone si chiama "Titled".

Il cantautore baiano è autore del testo mentre Lindsay scrive la musica.

Il brano ha un "mood" molto jazz:


TITLED

To lay claim to

Declare a twinship with

By declaring to assume

And donning to become

(Disappear like bubbles on a tongue)

To plant a flag

To name a mountain

To name a child with a number

To give a woman your name

(Vanish like breath on a mirror)

To steal a birth outright

Push your borders back

To leave your succession unclear

Dark of heart, dark of mind

(Set the words too close to the music)

TRADUZIONE

Per rivendicare

Dichiara un gemellaggio con

Dichiarando di assumere

E indossare per diventare

(Scompari come bolle su una lingua)

Per piantare una bandiera

Per nominare una montagna

Per nominare un bambino con un numero

Per dare il tuo nome a una donna

(Svanisci come il respiro su uno specchio)

Per rubare una nascita a titolo definitivo

Respingi i tuoi confini

Per non chiarire la tua successione

Buio di cuore, buio di mente

(Imposta le parole troppo vicino alla musica)

Sem nao

 


Collaborazione inedita per Caetano che scrive "Sem nao" insieme a Lo Borges, cantante, chitarrista e compositore brasiliano, classe 1952, nato a Belo Horizonte.

La musica è scritta da Lo Borges e il testo da Caetano, la canzone troverà posto nell'album "Meu filme" di Lo Borges, uscito nel 1996 con Veloso che partecipa alla registrazione, cantando la seconda parte del pezzo.


SEM NAO

Eu quero te dar mais do que o coração

Do que as notas e as palavras da canção

Quero delicadamente arrebentar

Toda a lei do mundo e sua lógica

Te dar de presente o que eu não tenho

O que eu não trouxe, de onde eu venho

Te dar um verão no meio de Abril

As águas do rio nas margens do não

Eu quero te dar mais do que mero amor

Quero mais do que quero e quero o que for

Pois se for será mais do que sei querer

Mais do que sabemos dar e receber

Quero te dar mais do que o que vemos

Mais do que o eterno e do que o tempo

A neve que está no topo

Na beira do mar

Quero te dar mais que o infinito azul

Mais do que é mais bonito e tem mais luz

Mais do que é mais do que é muito mais

Mais do que tudo que o Deus dos deuses faz

Quero te ofertar esse momento

Mais do que o meu canto e meu silêncio

Quero me dar e se quiseres me receber

Então o sol vai nascer no chão

O mar bater no céu da tua mão

Eu quero te dar mais do que o coração

Do que as notas e as palavras da canção

Quero delicadamente arrebentar

Toda a lei do mundo e sua lógica

Quero te dar mais que o infinito azul

Mais do que é mais bonito e tem mais luz

Mais do que é mais do que é muito mais

Mais do que tudo que o Deus dos deuses faz

Quero te ofertar esse momento

Mais do que o meu canto e meu silêncio

Quero me dar e se quiseres me receber

Então o sol vai nascer no chão

Querer me dar será querer que você se dê

Sem medo de ser e ter

Sem não

TRADUZIONE

Voglio darti più del mio cuore

Che le note e le parole della canzone

Voglio sgranocchiare dolcemente

Tutta la legge del mondo e la sua logica

Ti do quello che non ho

Quello che non ho portato, da dove vengo

Regalati un'estate a metà aprile

Le acque del fiume sulle sponde del no

Voglio darti più del semplice amore

Voglio più di quello che voglio e voglio qualunque cosa

Perché se lo è, sarà più di quanto so volere

Più di quanto sappiamo dare e ricevere

Voglio darti più di quello che vediamo

Più che eterno e del tempo

La neve che è in cima

In riva al mare

Voglio darti più del blu infinito

Più di è più bello e ha più luce

Più di è più di è molto di più

Più di qualsiasi cosa faccia il Dio degli dei

Voglio offrirti questo momento

Più del mio canto e del mio silenzio

Voglio donare me stesso e se vuoi ricevermi

Allora il sole sorgerà da terra

Il mare batte il cielo della tua mano

Voglio darti più del mio cuore

Che le note e le parole della canzone

Voglio sgranocchiare dolcemente

Tutta la legge del mondo e la sua logica

Voglio darti più del blu infinito

Più di è più bello e ha più luce

Più di è più di è molto di più

Più di qualsiasi cosa faccia il Dio degli dei

Voglio offrirti questo momento

Più del mio canto e del mio silenzio

Voglio donare me stesso e se vuoi ricevermi

Allora il sole sorgerà da terra

Voler dare a me vorrà che tu dia te stesso

Nessuna paura di essere e di avere

no no

Tieta do agreste -Instrumental soundtracks"


 

Le canzoni scritte da Caetano per il film "Tieta do agreste" sono molte, perché comprendono anche diversi pezzi strumentali, che elenchiamo per completezza qui di seguito: "Ascanio no jeguinho", "Canto das lavadeiras", "Construçao da casa", "Festa", "Final", "Imaculada", "Leonora na janela", "O prefeito relembra", "Perpetua", "Perpetua e Ze esteves", "Tieta e Ascanio", "Tieta sorri para Perpetua", "Tieta ve Lucas", "Tohna e tieta".

In questo file troviamo la colonna sonora completa del film:



giovedì 17 marzo 2022

Zé esteves


 

"Ze esteves" viene scritta da Veloso per la colonna sonora del film "Tieta do agreste", la versione riportata sul disco della "soundtrack" è però solo strumentale, per trovare quella con il testo bisogna sentire la versione di Elba Ramalho, pubblicata nel 1998 nell'album "Flor da Paraiba".



ZE ESTEVES

Ai, quando eu lembro aquele beijo, aquele abraço

Longe no tempo e no espaço

Sem momento e sem lugar

O sentimento no meu peito dá um laço

Que eu não sei como desfaço

E vou cantando devagar, ai

Vou cantando devagar

Mas quando eu pego a cantar, viu

Dá vontade de chorar

A vida passa e a gente se encontra sozinho

Sem entender o caminho que tem pra seguir

Algum momento de carinho fez sentido

Mas agora está perdido

Não há nada aqui

Quem ergue a taça

Come a fruta

E bebe o vinho sem pensar

Que virá logo a saudade pra ficar?

Que vontade de chorar, ai

Que vontade de chorar.

TRADUZIONE

Oh, quando ricordo quel bacio, quell'abbraccio

Lontano nel tempo e nello spazio

Nessun tempo e nessun luogo

La sensazione nel mio petto si stringe

Che non so come annullare

E sto cantando lentamente, oh

Sto cantando lentamente

Ma quando posso cantare, vedi

La voglia di piangere

La vita passa e ci ritroviamo soli

Non capendo la strada da percorrere

Qualche momento di affetto aveva un senso

Ma ora è perso

Non c'è niente qui

Chi alza la coppa

mangia la frutta

E bevi il vino senza pensare

Che verrà presto il desiderio di restare?

Voglio piangere, oh

Come voglio piangere.

Vento

 


Molte delle canzoni  scritte da Veloso per la colonna sonora del film "Tieta do agreste" sono affidate alla splendida voce di Gal Costa, "Vento" è una di queste:




VENTO

Vento, pastor da curva do mar

Vim te sentir passar

Volta do mundo

Tu és o meu lugar

Vento daqui, de longe, de lá

Meu verdadeiro lar

Voz do coqueiro

Que manda a duna andar

Quero te ver brincando entre onda e onda

Quero te ouvir cantando no bambu

Quero que me perguntes e eu te responda

Não contes a ninguém

Esconde em teu azul

Palha da palma das asas dos anjinhos

Saia rendada, tuba, procissão

Roça na minha pele me faz carinho

Me ensina o que eu já sei

Meu mestre e meu irmão

Vento de tempo, espaço e canção

Ave de arribação

Vida da vela

Estrada do avião

Vento sem pena e sem ilusão

Sem Deus e sem razão

Bafo de estrela

Sopro no coração

TRADUZIONE

Vento, pastore della curva del mare

Sono venuto a sentirti passare

intorno al mondo

tu sei il mio posto

Vento da qui, da lontano, da lì

la mia vera casa

voce del cocco

Che fa muovere la duna

Voglio vederti giocare tra onda e onda

Voglio sentirti cantare nel bambù

Voglio che tu me lo chieda e io ti risponda

non dirlo a nessuno

nasconditi nel tuo blu

Paglia di palma di ali d'angelo

Gonna di pizzo, tuba, processione

Strofina sulla mia pelle mi fa preoccupare

insegnami quello che già so

il mio padrone e mio fratello

Vento del tempo, dello spazio e del canto

uccello dell'arrivo

vita di candela

strada dell'aeroplano

Vento senza pietà e senza illusione

Senza Dio e senza ragione

respiro stellare

respiro nel cuore

Venha cà

 


"Venha cà" viene scritta da Veloso per la colonna sonora del film "Tieta do agreste", a cantarla è Gal Costa:





VENHA CA'

Venha cá não morra

Venha amar, oi

Socorra

Quem lhe dá docura

Quem no ar, oi

Segura seu olhar

Tudo embaixo do céu

Tudo envolta do mar

Vadeia

Venha cá, oi

Na areia vem durmir

Na cama

Bem-te-vi, oi

Me chama bacuri

Gostoso

Sacudir, oi

Meu goso chegue aqui

Lua nos coqueirais

Mas você é bem mais

Bonito

Venha cá, oi

Cabrito vem me ver

Meu nêgo

Vem trazer, oi

Sossego vem dendê

Vem contro

Vem que o sol, oi

É dentro

Vem viver

TRADUZIONE

Vieni qui non morire

vieni amore, ciao

aiuto

chi ti dà dolcezza

Chi nell'aria, ciao

trattieni lo sguardo

tutto sotto il cielo

tutto intorno al mare

guadare

vieni qui, ciao

Nella sabbia viene a dormire

A letto

Ti ho visto, ciao

chiamami bacuri

Gustoso

agitare ciao

mia dolcezza vieni qui

luna tra le palme da cocco

Ma tu sei molto di più

Bellissimo

vieni qui, ciao

Capra, vieni a trovarmi

il mio negro

Vieni a portarlo, ciao

La pace viene dal palmo

viene incontro

Viene il sole, ciao

È dentro

vieni a vivere

O motor da luz

 


Prosegue la carrellata di canzoni scritte da Caetano per la colonna sonora del film "Tieta do agreste", questa si chiama "O motor da luz":



La canzone viene eseguita dal vivo da Gal Costa nel 1996 durante la trasmissione "Programma Livre", partecipa anche Caetano suonando la chitarra:



O MOTOR DA LUZ

Quem desligou o motor da luz?

Ai, que aperto no meu coração!

O meu bem foi-se embora

E na noite lá fora

O mar agora só me diz não

Ai de quem vive na escuridão

Nunca vê o clarão de um prazer

Vida sem liberdade

Sombra de uma saudade

Resta uma só vontade: morrer

Sem amor onde é que eu vou chegar,

Se é o amor que nos guia e conduz?

Nunca andei tão perdida

Será minha esta vida?

Quem desligou o motor da luz?

TRADUZIONE

Chi ha spento il motore della luce?

Oh, ha fatto presa sul mio cuore!

il mio tesoro se ne è andato

E la notte fuori

Il mare ora mi dice solo di no

Guai a chi vive nelle tenebre

Non vede mai il lampo di un piacere

vita senza libertà

ombra di un desiderio

Rimane solo una volontà: morire

Senza amore, dove sto andando,

Se è l'amore che ci guida e conduce?

Non sono mai stato così perso

Questa vita sarà mia?

Chi ha spento il motore della luce?

martedì 15 marzo 2022

Miragem de carnaval

 


Canzone onirica, dalla melodia ammaliante, ho sempre avuto un debole per questa composizione di Caetano, scritta per la colonna sonora del film "Tieta do Agreste" di Cacà Diegues.

L'arrangiamento orchestrale è molto bello e in alcuni punti mi ricorda molto le colonne sonore di alcuni film di Alberto Sordi.

Nel 1996 esce sia la versione cantata da Caetano che quella eseguita da Zezè Motta, grande esponente della cultura afrobrasiliana, il cui vero nome è Maria José Motta de Oliveira, nata a Campos dos Goytacazes nel 1944.

Sentiamoci prima la versione della Motta e poi quella di Caetano:



Questa canzone è stata eseguita dal vivo pochissime volte. Nel 1996 viene suonata durante il programma televisivo  "Programa livre" e all'esecuzione partecipa anche la Banda Didà:


Nel 2016 Caetano va in tour con Teresa Cristina, uno show acustico, in cui nella prima parte si esibiscono Teresa Cristina e Carlinhos sete cordas, nella seconda il solo Veloso e nella terza tutti e tre per il gran finale. "Miragem de carnaval" viene eseguita durante il bis,  Caetano non canta ma suona la chitarra lasciando le luci  dei riflettori a Teresa Cristina, che ci incanta con la sua bellissima voce: 




MIRAGEM DE CARNAVAL

Você sorriu pra mim

Depois sumiu na multidão

Será que foi miragem de Carnaval

Ou o amor me mandou seu sinal?

Manhã e eu nem dormi

Cabeça cheia de canções

"Eu sou negão", "Aurora",

"Frevo mulher", "Mal-me-quer",

"Faraó"... me perdi

Misturo meus carnavais

E não distingo mais

Fatos de ilusões

São melodias demais

É preciso ter mais

De mil corações

Porém pra la de abril

E já bem longe do verão

Você virõa do coração do Brasil

E trará o meu sonho na mão

TRADUZIONE

Mi hai sorriso

Poi sei scomparsa tra la folla

E' stato un miraggio di carnevale

O l'amore mi ha mandato il suo segnale?

Mattina e non ho nemmeno dormito

Testa piena di canzoni

"Sono un negro", "Aurora",

"Donna Frevo", "Non voglio",

"Faraone"... Mi sono perso

Mescolo i miei carnevali

E non distinguo più

i fatti veri dalle illusioni

sono troppe melodie

e bisogna aver più

di mille cuori

Ma aprile

E già lontano dall'estate

Vieni dal cuore del Brasile

E porterai il mio sogno nella mano



Coraçaozinho

 


Proseguiamo la carrellata di canzoni scritte appositamente per la colonna sonora del film "Tieta do agreste", questa si chiama "Coraçaozinho" ed è cantata da Gal Costa e Flora Diegues.



CORAÇAOZINHO

Não sei onde aprendi a cantar

Só sei que não consigo esquecer

Cantiga vem do céu

Vem do mato e vem do mar

Faz o meu coraçãozinho doer

TRADUZIONE

Non so dove ho imparato a cantare

So solo che non posso dimenticare

La canzone viene dal cielo

Viene dalla boscaglia e viene dal mare

Fa dolere il mio cuoricino

Coraçao pensamento

 


Altra canzone scritta da Caetano per la colonna sonora del film "Tieta do agreste", si intitola "Coraçao pensamento", ed è un pezzo molto dolce, la voce di Veloso è soffice e delicata e l'arrangiamento di archi dona quel tocco di poesia in più:



CORAÇAO PENSAMENTO

Um baguinho de jaca

Um jeguinho que empaca

Um casal de mosquitos no ar

E o coração den'de mim

Quer parar, disparar

Coisa louca é gostar

O pensamento não quebra

Na praia da boca

Não posso falar

E o mar

Ai, o mar

Uma nuvem rosada

Uma palma suada

Uma planta molhada de pé

É o coração que diz sim

Diz que não, diz assim

Num clarão de luar

E o pensamento não diz

Sou feliz, infeliz

Onde é que isso vai dar?

No mar

Ai, o mar

Uma música doce no céu

Travo de féu na minha voz

Canta tudo de você que eu

Cubro com véu, prendo com nós

Minha coisa querida

Meu bem, minha vida

Meu sonho, meu raio de sol

Desde o dia em que te vi

Bem-te-vi, bem-te-vi

Que só faço sonhar

Meu coração-pensamento

Não dá mais aqui

Não encontra lugar

E o mar

Nem no mar

E o mar

Ai, o mar

No mar

Nem no mar

O mar

TRADUZIONE

un po' di jackfruit

Un piccolo jegu che fa le valigie

Un paio di zanzare nell'aria

E il cuore dentro di me

Vuoi fermarti, sparare

cosa pazzesca è piacere

Il pensiero non si spezza

sulla spiaggia della bocca

non posso parlare

E il mare

oh il mare

una nuvola rosea

una palma sudata

Una pianta umida in piedi

È il cuore che dice di sì

Dì di no, dillo così

Al chiaro di luna

E il pensiero non dice

Sono felice, infelice

Dove sta andando?

Al mare

oh il mare

Una dolce canzone nel cielo

Un freno di fede nella mia voce

Canta tutto di te che io

Copro con un velo, lego con dei nodi

mia cara cosa

mio bene, mia vita

Il mio sogno, il mio sole

Dal giorno in cui ti ho visto

Ti ho visto, ti ho visto bene

che sogno solo

il mio pensiero del cuore

non più qui

non riesco a trovare un posto

E il mare

non in mare

E il mare

oh il mare

Al mare

non in mare

Il mare

lunedì 14 marzo 2022

Cardo vai embora

 


Caetano mette molta energia ed impegno nella realizzazione della colonna sonora del film "Tieta do Agreste", realizzando molte canzoni, di cui buona parte strumentali.

Sentiamoci "Cardo vai embora":



CARDO VAI EMBORA

Vento de tempo, espaço e canção

Aves de arribação

Vida da vela

Estrada do avião

Vento sem pena e sem ilusão

Sem Deus e sem razão

Bafo de estrela

Sopro no coração

TRADUZIONE

Vento del tempo, dello spazio e del canto
uccelli di arrivo
vita di candela
strada dell'aeroplano
Vento senza pietà e senza illusione
Senza Dio e senza ragione
respiro stellare
respiro nel cuore

A luz de tieta

 


Il 1996 parte nel migliore dei modi per Caetano, scrive infatti una grande canzone "A luz de tieta" che entrerà nella colonna sonora del film "Tieta do Brasil", uscito quello stesso anno. La pellicola è ispirata al romanzo "Vita e miracoli di Tieta d'Agreste" di Jorge Amado. La storia narra il ritorno di Antonieta "Tieta" Esteves Cantarelli nella sua cittadina di origine, la fittizia Santana de Agreste (nei pressi di Mangue Seco, Bahia), dopo aver passato undici anni a San Paolo, dove è ripartita con una nuova vita. 

Il racconto si snoda attraverso lo scontro tra la nuova e ricca Tieta ed una comunità rurale eccessivamente moralista dove spuntano personaggi come il padre e la sorella Perpétua, soggiogati dall'avarizia e dalla tradizione, e da più giovani personalità in cerca del proprio posto nel mondo: Leonora, Ascânio, Ricardo ed Elisa.

Sempre nel 1996 viene pubblicato il Vhs del tour "Fina Estampa", chiamato per l'occasione "Un caballero de fina estampa".

La prima pubblicazione della canzone "A luz de tieta" avviene nel 1996 nell'album "Tieta do agreste" che contiene la colonna sonora del film. La canzone è cantata in coppia con Gal Costa:


La canzone ti prende subito, per ritmo e per melodia e quando arriva il ritornello (Eta, eta eta...) non si può far a meno di cantarlo insieme a Gal e Caetano

Viene realizzata anche una videoclip animata, vediamola:


Andiamoci a vedere e sentire qualche versione "live" della canzone.

Nel 1998 la esegue durante il tour "Prenda minha":


E' una versione full band, roboante, con strumenti a fiato, a corda e con le percussioni in gran spolvero.

Nel 2012 Caetano partecipa ad un concerto televisivo molto bello, insieme a Gilberto Gil e Ivete Sangalo, dal quale viene tratto un disco chiamato " Especial Ivete,Gil e Sangalo". Vengono eseguite molte hit e non manca "A luz de tieta" eseguita in versione orchestrale!



Nel 2013 durante il tour "Abraçaço" la canzone è di nuovo in scaletta, questa volta è una esecuzione in quartetto: voce e chitarra per Caetano, basso di Ricardo Dias Gomez, chitarra solista di Pedro Sà e batteria di Marcelo Callado:


Nel 2015 assistiamo invece ad una versione acustica, eseguita in coppia con Gilberto Gil, durante il tour "Dois amigos um seculo dem musica":



A LUZ DE TIETA

Todo dia é o mesmo dia, a vida é tão tacanha

Nada novo sob o sol

Tem que se esconder no escuro quem na luz se banha

Por debaixo do lençol

Nessa terra a dor é grande e a ambição pequena

Carnaval e futebol

Quem não finge, quem não mente, quem mais goza e pena

É que serve de farol

Existe alguém em nós

Em muitos dentre nós, esse alguém

Que brilha mais do que milhões de sóis

E que a escuridão conhece também

Existe alguém aqui

Fundo no fundo de você, de mim

Que grita pra quem quiser ouvir

Quando canta assim:

Eta,

Eta, eta, eta,

É a lua, é o sol, é a luz de Tieta, eta, eta!

Toda a noite é a mesma noite, a vida é tão estreita

Nada de novo ao luar

Todo mundo quer saber com quem você se deita

Nada pode prosperar

É domingo, é fevereiro, é sete de setembro

Futebol e carnaval

Nada muda, é tudo escuro até onde eu me lembro

Uma dor que é sempre igual

TRADUZIONE

Ogni giorno è lo stesso giorno,

La vita è così avara,

Niente di nuovo sotto il sole,

Deve nascondersi nel buio

Che nella luce si bagna

Sotto al lenzuolo

In questa terra il dolore è grande

E piccola l'ambizione,

Carnevale e calcio

Chi non finge,

Chi non mente,

Chi più gode e pena,

E' ciò che serve da faro

Esiste qualcuno in noi,

In molti di noi,

Questo qualcuno

Che splende più di

Milioni di soli

E che il buio

Pure conosce

Esiste qualcuno, qui,

Nel più profondo di te,

Di me,

Che grida per chi vorrà sentire

Quando canta così:

Eta,

Eta, eta, eta,

E' la luna, è il sole, è la luce di Tieta,

Eta, eta!

Ogni notte è la stessa notte,

La vita è cosi angusta

Niente di nuovo nel chiardiluna

Tutti quanti voglion sapere

Con chi vai a letto,

Nessuno può star bene,

E' domenica, è febbraio,

È il sette di settembre,

Calcio e carnevale,

Niente cambia, tutto è buio,

Fin dove mi ricordo

Un dolore sempre uguale.

ACCORDI

E|------------------------------------------|

B|------------------------------------------|

G|------------------------------------------|

D|-5------5-3-5-3-5-3-----------------------|

A|---6--------------------------------------|

E|------------------------------------------|


E|------------------------------------------|

B|------------------------------------------|

G|------------------------------------------|

D|-8-6-8-6-8-6---8-6-8-6-8---5-5-6-5-6-5----|

A|------------------------------------------|

E|------------------------------------------|



 Cm7

Todo dia é o mesmo dia

                Bb7

A vida é tão tacanha

                 Cm

Nada novo sob o sol

 Cm

Tem que se esconder no escuro

                Bb7

Quem na luz se banha

                   Cm

Por debaixo do lençol

 Cm

Nessa terra a dor é grande

                Bb7

E a ambição pequena

                Cm

Carnaval e futebol

  Cm

Quem não finge

  Cm

Quem não mente

                  Bb7

Quem mais goza e pena

                  Am

É que serve de farol


                  G7

Existe alguém em nós

                  Am

Em muitos dentre nós esse alguém

                     G7

Que brilha mais do que milhões de sóis

G7

E que a escuridão

      Am

Conhece também

                 G7

Existe alguém aqui

                     Am

Fundo no fundo de você, de mim

                 G7

Que grita para quem quiser ouvir

  G7

Quando canta assim


 Cm

Toda noite é a mesma noite

                 Bb7

A vida é tão estreita

                 Cm

Nada de novo ao luar

 Cm

Todo mundo quer saber

                  Bb7

Com quem você se deita

                 Cm

Nada pode prosperar

Cm

É domingo , é fevereiro

             Bb7

É sete de setembro

              Cm

Futebol e carnaval

 Cm

Nada muda, é tudo escuro

                Bb7

Até onde eu me lembro

                    Am

Uma dor é sempre igual


                  G7

Existe alguém em nós

                  Am

Em muitos dentre nós esse alguém

                     G7

Que brilha mais do que milhões de sóis

G7

E que a escuridão

         Am

Conhece também

                 G7

Existe alguém aqui

                     Am

Fundo no fundo de você, de mim

                 G7

Que grita para quem quiser ouvir

  G7

Quando canta assim


Cm

Eta

Bb9

Eta, eta, eta

Ab

É a lua, é o sol

             G7

É a luz de Tieta, eta, eta

Cm

Eta

Bb9

Eta, eta, eta

Ab

É a lua, é o sol

             G7

É a luz de Tieta, eta, eta


 Cm7

Todo dia é o mesmo dia

                Bb7

A vida é tão tacanha

                 Cm

Nada novo sob o sol

 Cm

Tem que se esconder no escuro

                Bb7

Quem na luz se banha

                   Cm

Por debaixo do lençol

 Cm

Nessa terra a dor é grande

                Bb7

E a ambição pequena

                Cm

Carnaval e futebol

  Cm

Quem não finge

  Cm

Quem não mente

                  Bb7

Quem mais goza e pena

                  Am

É que serve de farol


                  G7

Existe alguém em nós

                  Am

Em muitos dentre nós esse alguém

                     G7

Que brilha mais do que milhões de sóis

G7

E que a escuridão

         Am

Conhece também

                 G7

Existe alguém aqui

                   Am

Fundo no fundo de você, de mim

                 G7

Que grita para quem quiser ouvir

  G7

Quando canta assim


 Cm

Toda noite é a mesma noite

                 Bb7

A vida é tão estreita

                 Cm

Nada de novo ao luar

 Cm

Todo mundo quer saber

                  Bb7

Com quem você se deita

                 Cm

Nada pode prosperar

Cm

É domingo , é fevereiro

             Bb7

É sete de setembro

                Cm

Futebol e carnaval

 Cm

Nada muda, é tudo escuro

                Bb7

Até onde eu me lembro

                    Am

Uma dor é sempre igual


                  G7

Existe alguém em nós

                  Am

Em muitos dentre nós esse alguém

                     G7

Que brilha mais do que milhões de sóis

G7

E que a escuridão

         Am

Conhece também

                 G7

Existe alguém aqui

                     Am

Fundo no fundo de você, de mim

                 G7

Que grita para quem quiser ouvir

  G7

Quando canta assim


Cm

Eta

Bb9

Eta, eta, eta

Ab

É a lua, é o sol

             G7

É a luz de Tieta, eta, eta

Cm

Eta

Bb9

Eta, eta, eta

Ab

É a lua, é o sol

             G7

É a luz de Tieta, eta, eta