venerdì 18 febbraio 2022

Olho d'agua

 


Penultima collaborazione di Caetano con il poeta e amico Wally Salomao.

Come Caetano, Wally era dello stato di Bahia, dove nacque nel 1943, precisamente in un paesino chiamato Jequiè. In questa canzone il testo è proprio del poeta baiano, mentre Veloso si occupa della musica. La canzone non sarà mai incisa da Caetano che la consegnerà alla sorella Bethania. Il pezzo può essere reperita nel disco "Olho d'agua" di Maria Bethania uscito nel 1992, alla registrazione partecipa lo stesso Caetano, sentiamola:




OLHO D'AGUA

Por entre avenca, feto e taquara poca

No seio-limo da mata ciliar

Corre arregalada a matéria-prima essencial

O vero olho da terra é o cristal d'água

E não há no reino mineral

Nenhum poder de pedra que estanque

O jorro das gotinhas

Rasgando as entranhas da terra

Sedentas por ver o sol

Sedentas por ver o sol

Sedentas por ver o sol

Secas por vêlo

Dourar o vale e a serra

Pupila, íris, pálpebra, retina

Ai!, se este olho d'água filtrasse

A sentina do mundo e da minha alma

E o nojo e a lama lavasse

E o eco pagão aos meus ouvidos recordasse

Que o olho por onde eu vejo Deus

É o mesmo olho por onde ele me vê

TRADUZIONE

Tra la felce, la felce e il bambù poca
Nel limo della foresta ripariale
Dilaga la materia prima essenziale
Il vero occhio della terra è il cristallo d'acqua
E non ce n'è nessuno nel regno minerale
Nessun potere di pietra che ristagna
il getto delle gocce
Strappare le viscere della terra
Assetato di vedere il sole
Assetato di vedere il sole
Assetato di vedere il sole
Asciugato di vederti
Doratura della valle e delle montagne
Pupilla, iride, palpebra, retina
Oh, se questa pozza d'acqua potesse filtrare
La sentinella del mondo e la mia anima
E il disgusto e il fango sono stati spazzati via
E l'eco pagano nelle mie orecchie ha ricordato
Che guardo dove vedo Dio
È lo stesso occhio in cui mi vede

ACCORDI

                       Dm/F 
Por entre avenca, feto e taquara poca
Dm7
No seio-limo da mata ciliar
Bb7M                       Bm11
Corre arregalada a matéria-prima essencial
F6              Dm7               G7(9)
O vero olho da terra é o cristal d'água
      Gm7         C7(9)
E não há no reino mineral
A4(6)                     G#4(6)
Nenhum poder de pedra que estanque
D5/Bb 
O jorro das gotinhas
Bb7(9)
Rasgando as entranhas da terra
Am7 
Sedentas por ver o sol
A7(13-)
Sedentas por ver o sol
Gm7
Sedentas por ver o sol
C11        Gm/C
Secas por vê-lo

Dm/F 
Por entre avenca, feto e taquara poca
Dm7
No seio-limo da mata ciliar
Bb7M                       Bm11
Corre arregalada a matéria-prima essencial
F6              Dm7               G7(9)
O vero olho da terra é o cristal d'água
      Gm7         C7(9)
E não há no reino mineral
A4(6)                     G#4(6)
Nenhum poder de pedra que estanque
D5/Bb 
O jorro das gotinhas
Bb7(9)
Rasgando as entranhas da terra
Am7 
Sedentas por ver o sol
A7(13-)
Sedentas por ver o sol
Gm7
Sedentas por ver o sol
C11        Gm/C
Secas por vê-lo

F6 
Dourar o vale e a serra
Dm7
Pupila, íris, pálpebra, retina
Bb7M               Bm11
Ah! se esse olho d'água filtrasse
             F6  F7(9)          Gm7  C11  Gm/C
A sentina do mundo e da minha alma

F6
E o nojo e a lama lavasse
Dm7
E o eco pagão aos meus ouvidos recordasse
Bb7M                        Bm11
Que o olho por onde eu vejo Deus
          F6                 F7(9)
É o mesmo olho por onde Ele me vê
Bb7M                        Bm11
Que o olho por onde eu vejo Deus
           F6 
É o mesmo olho por onde Ele me vê

Dm/F                              
Por entre avenca, feto e taquara poca

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