lunedì 31 gennaio 2022

Fora da ordem

 


Un Caetano polemico si scaglia con questa sua nuova canzone sul "sistema mondo", un pezzo quindi molto politico per mettere in evidenza le sperequazioni del sistema.

Veloso punta molto su questa canzone, tanto da decidere di realizzare anche un videoclip, che verrà trasmesso da MTV. Siamo nei primi anni novanta ed è proprio l'epoca d'oro dei videomusicali e MTV in questo campo la fa da padrone.

La canzone verrà riproposta anche dal vivo, sia nell'immediato che negli anni successivi. Andiamoci a sentire la versione studio e poi qualche esibizione "live".


Nel 1992 Caetano fa partire il tour "Circulado vivo"  e in scaletta non manca "Fora da ordem":


 



Nel 1995 la canzone è eseguita durante l'Heineken Festival:



Dopo tanti anni, per l'esattezza nel 2007, la canzone torna "live" durante lo show "Cê ao vivo", la versione del 1992 era più tribale, con un arrangiamento di percussioni massiccio, questa invece è più asciutta ed essenziale:


Questo invece è il video-clip realizzato da Caetano:



FORA DA ORDEM

Vapor Barato, um mero serviçal do narcotráfico

Foi encontrado na ruína de uma escola em construção

Aqui tudo parece que é ainda construção e já é ruína

Tudo é menino e menina no olho da rua

O asfalto, a ponte, o viaduto ganindo pra a lua

Nada continua

E o cano da pistola que as crianças mordem

Reflete todas as cores da paisagem da cidade

Que é muito mais bonita e

Muito mais intensa do que no cartão postal

Alguma coisa está fora da ordem

Fora da nova ordem mundial

Escuras coxas duras tuas duas de acrobata mulata

Tua batata da perna moderna, a trupe intrépida em que fluis

Te encontro em Sampa de onde mal se vê quem sobe

Ou desce a rampa

Alguma coisa em nossa transa é quase luz forte demais

Parece pôr tudo à prova, parece fogo, parece, parece paz

Parece paz

Pletora de alegria, um show de Jorge Benjor dentro de nós

É muito, é grande, é total

Alguma coisa está fora da ordem

Fora da nova ordem mundial

Meu canto esconde-se como um bando de ianomânis na floresta

(De curdos na montanha)

Na minha testa caem, vêm colar-se plumas de um velho cocar

Estou de pé em cima do monte de imundo lixo baiano

Cuspo chicletes do ódio no esgoto exposto do Leblon

Mas retribuo a piscadela do garoto de frete do Trianon

Eu sei o que é bom

Eu não espero pelo dia em que todos os homens concordem

Apenas sei de diversas harmonias bonitas possíveis sem juízo final

Alguma coisa está fora da ordem

Fora da nova ordem mundial

TRADUZIONE

Vapor Barato, un semplice servitore del narcotraffico
Trovato tra le rovine di una scuola in costruzione
Qui tutto sembra ancora in costruzione ed è già in rovina
Tutto è ragazzo e ragazza in strada
L'asfalto, il ponte, il viadotto che ululano alla luna
niente continua
E la canna della pistola che i bambini mordono
Riflette tutti i colori del paesaggio cittadino
che è molto più bello e
Molto più intenso della cartolina
Qualcosa non funziona
Fuori dal nuovo ordine mondiale
Cosce scure e dure i tuoi due acrobati mulatti
Il tuo vitello moderno, l'intrepida compagnia in cui fluisci
Ci vediamo a Sampa dove riesci a malapena a vedere chi sale
Oppure scendi dalla rampa
Qualcosa nel nostro sesso è quasi troppo brillante
Sembra mettere tutto alla prova, sembra fuoco, sembra, sembra pace
sembra la pace
Tanta gioia, uno spettacolo di Jorge Benjor dentro di noi
È molto, è grande, è totale
Qualcosa non funziona
Fuori dal nuovo ordine mondiale
La mia canzone si nasconde come un branco di Yanomami nella foresta
(Dai curdi sulla montagna)
Sulla mia fronte cadono, le piume di un vecchio copricapo vengono ad essere incollate
Sono in piedi sopra la sudicia spazzatura bahiana
Ho sputato chewing gum nelle fogne a vista di Leblon
Ma restituisco l'occhiolino allo spedizioniere Trianon
So cosa è buono
Non aspetto il giorno in cui tutti gli uomini saranno d'accordo
Conosco solo molte possibili belle armonie senza giorno del giudizio
Qualcosa non funziona
Fuori dal nuovo ordine mondiale

ACCORDI

Am                                     Dm
Vapor barato, um mero serviçal do narcotráfico
         Am                                     Dm
Foi encontrado na ruína de uma escola em construção
Am                                             Dm
Aqui tudo parece que é ainda construção e já é ruína
Em
Tudo é menino e menina no olho da rua
    F                                         Bb
O asfalto, a ponte, o viaduto ganindo pra lua
Eb7+
Nada continua
    Am                              Dm
E o cano da pistola que as crianças mordem
                 Am
Reflete todas as cores da paisagem da cidade que é muito
       Dm
Mais bonita e
Muito mais intensa do que no cartão postal
Am
Alguma coisa está fora da ordem
Dm
Fora da nova ordem mundial...
  Am                                 Dm
Escuras coxas duras tuas duas de acrobata mulata
      Am                                              Dm
Tua batata da perna moderna, a trupe intrépida em que fluis
     Am                                             Dm
Te encontro em Sampa de onde mal se vê quem sobe ou desce a rampa
       Em
Alguma coisa em nossa transa é quase luz forte demais
       F                                             Bb
Parece pôr tudo à prova, parece fogo, parece, parece paz
Eb
Parece paz
Am                                      Dm            Am
Pletora de alegria, um show de Jorge Benjor dentro de nós
                 Dm
É muito, é grande, é total
Am
Alguma coisa está fora da ordem
Dm
Fora da nova ordem mundial...
    Am                                    Dm
Meu canto esconde-se como um bando de Yanomamis na floresta
         Am                                      Dm
Na minha testa caem, vêm colar-se plumas de um velho cocar
  Am                                    Dm
Estou de pé em cima do monte de imundo lixo baiano
         Em
Cuspo chicletes do ódio no esgoto exposto do Leblon
         F                                        Bb
Mas retribuo a piscadela do garoto de frete do Trianon
Eb
Eu sei o que é bom
       Am                              Dm
Eu não espero pelo dia em que todos os homens concordem
       Am                                      Dm
Apenas sei de diversas harmonias bonitas possíveis sem juízo final
Am
Alguma coisa está fora da ordem
Dm
Fora da nova ordem mundial...

mercoledì 26 gennaio 2022

Ela ela

 


Canzone che fa parte del filone "sperimentale", con suoni dissonanti e testo a tratti recitato.

Il pezzo è scritto in tandem con Arto Lindsay e finirà nell'album "Circulado de fulo" di cui Arto è anche produttore. 

Non ci sono esecuzioni "live" della canzone e vista la particolarità del pezzo, la cosa non stupisce più di tanto.


ELA ELA

Ela ela

Ela é ela

Ela é uma

Ela não fuma mais

Ela fumava muito mas não fuma mais

Ela é tão jovem

Ela gosta dessa moda de não fumar

Ela está comigo em Manhattan

E nós vimos o show de Sting no Madison Square Garden

E ela disse

Hoje em dia acendem poucos isqueiros na platéia porque pouca gente fuma

Ela é tão jovem

E tem saudade do tempo em que muita gente tinha isqueiro

Eu tenho amor por ela

(O cigarro é uma invenção dos índios da América do Sul)

Ela é ela

Ela separa as pernas e vem outra

TRADUZIONE

Lei lei

lei è lei

Lei è una

Non fuma più

Fumava molto ma non fuma più

lei è così giovane

Le piace questa moda di non fumare

È con me a Manhattan

E abbiamo visto lo spettacolo di Sting al Madison Square Garden

e lei disse

Al giorno d'oggi, tra il pubblico si accendono pochi accendini perché poche persone fumano

lei è così giovane

E ti manca il momento in cui molte persone avevano un accendino

Ho amore per lei

(La sigaretta è un'invenzione degli indiani del Sud America)

lei è lei

Separa le gambe e ne arriva un'altra


lunedì 24 gennaio 2022

Circulado de fulo

 


Canzone molto particolare questa "Circulado de fulo", Caetano infatti mette in musica un testo di Haroldo de Campos, contenuto nel libro "Galaxias". Il cantato di Veloso è poco melodico, a tratti quasi recitato. Haroldo de Campos è stato un poeta brasiliano, nato a Sao Paulo nel 1929 e morto sempre a Sao Paulo nel 2003. L'opera "Galaxias", dalla quale questo testo è ripreso, fu pubblicata nel 1984

La canzone è dedicata a Josè Almino, scrittore nato a Recife nel 1946.

Sentiamoci la versione studio della canzone e quella "live" contenuta nell'album "Circulado ao vivo" pubblicato nel 1992.



Questa è la versione "live" del 1992 però corredata anche da immagini:



Concludiamo con una performance più recente della canzone, risalente al 2013, Caetano esegue la canzone alla chitarra classica coadiuvato dal violoncello di Morelenbaum:





CIRCULADÔ DE FULÔ

Circuladô de fulô ao deus ao demodará que deus te guie porque eu não


posso guiá eviva quem já me deu circuladô de fulô e ainda quem falta me


dá soando como um shamisen e feito apenas com um arame tenso um cabo e


uma lata velha num fim de festafeira no pino do sol a pino mas para


outros não existia aquela música não podia porque não podia popular


aquela música se não canta não é popular se não afina não tintina não


tarantina e no entanto puxada na tripa da miséria na tripa tensa da mais


megera miséria física e doendo doendo como um prego na palma da mão um


ferrugem prego cego na palma espalma da mão coração exposto como um nervo


tenso retenso um renegro prego cego durando na palma polpa da mão ao sol


circuladô de fulô ao deus ao demodará que deus te guie porque eu não


posso guia eviva quem já me deu circuladô de fulô e ainda quem falta me dá


o povo é o inventalínguas na malícia da mestria no matreiro da maravilha


no visgo do improviso tenteando a travessia azeitava o eixo do sol


circuladô de fulô ao deus ao demodará que deus te guie porque eu não


posso guiá eviva quem já me deu circuladô de fulô e ainda quem falta me dá


e não peça que


eu te guie não peça despeça que eu te guie desguie que eu te peça promessa


que eu te fie me deixe me esqueçe me largue me desamargue que no fim eu


acerto que no fim eu reverto que no fim eu conserto e para o fim me reservo


e se verá que estou certo e se verá que tem jeito e se verá que está feito


que pelo torto fiz direito que quem faz cesto faz cento se não guio


não lamento pois o mestre que me ensinou já não dá ensinamento


circuladô de fulô ao deus ao demodará que deus te guie porque eu não


posso guiá eviva quem já me deu circuladô de fulô e ainda quem falta me dá


TRADUZIONE

Circuladô da fulô a dio a demodará possa Dio guidarti perché io non lo faccio


Posso guidare eviva che mi ha già dato fulô circoladô e che ancora manca


gli dà un suono come uno shamisen e realizzato con un filo teso e un cavo


una vecchia lattina alla fine di una festa al culmine del sole ma per


altri non esistevano, quella canzone non poteva perché non poteva essere popolare


quella canzone se non la canti non è popolare se non la sintonizzi non la tocchi no


tarantina e tuttavia tirata nelle viscere della miseria nelle viscere tese dei più


toporagno miseria fisica e dolorante dolorante come un chiodo nel palmo di una mano


ruggine unghia cieca nel cuore piatto del palmo esposto come un nervo


tesa un'unghia cieca rinnegata che dura nella polpa del palmo della mano al sole


circoladô da fulô a Dio a demodará possa Dio guidarti perché io non lo faccio


Posso guidare eviva che mi ha già dato una circoladô de fulô e che ancora manca mi dà


le persone sono gli inventallangues nella malizia della maestria nell'imbroglione della meraviglia


nel vischio dell'improvvisazione, cercando di attraversare, oliare l'asse del sole


circoladô da fulô a Dio a demodará possa Dio guidarti perché io non lo faccio


Posso guidare eviva che mi ha già dato una circoladô de fulô e che ancora manca mi dà


e non chiedere


Ti guido, non chiedermi di salutarti, lascia che ti guidi, lascia che ti chieda di promettermelo


che mi fido di te lasciami dimenticare me, lasciami andare, lasciami andare, che alla fine io


Ho capito bene che alla fine rinuncio che alla fine lo aggiusto e per la fine mi riservo


e vedrai che ho ragione e vedrai che c'è un modo e vedrai che è fatto


che per il disonesto ho fatto bene che chi fa ceste ne fa cento se non guido


Non mi pento perché il maestro che mi ha insegnato non insegna più


circoladô da fulô a Dio a demodará possa Dio guidarti perché io non lo faccio


Posso guidare eviva che mi ha già dato una circoladô de fulô e che ancora manca mi dà


ACCORDI

C
circuladô de fulô ao deus ao demodará que deus te guie 
porque eu não posso guiá eviva quem já me deu circuladô de 
fulô e ainda quem falta me dá 
F7/9
soando como um shamisen e feito apenas com um arame 
tenso um cabo e uma lata velha num fim de festafeira no 
pino do sol a pino mas para outros não existia aquela música
não podia porque não podia popular aquela música se não
canta não é popular se não afina não tintina não tarantina e 
no entanto puxada na tripa da miséria na tripa tensa da mais 
megera miséria física e doendo doendo como um prego
na palma da mão um ferrugem prego cego na 
palma espalma da mão coração exposto como um nervo
tenso retenso um renegro prego cego durando na palma 
polpa da mão ao sol
C             D/C                    C            D/C 
circuladô de fulô ao deus ao demodará que deus te guie 
                    Am                    C
porque eu não posso guiá eviva quem já me deu 
                D/C                      C
circuladô de fulô e ainda quem falta me dá 
F7/9
o povo é o inventalínguas na malícia da maestria no matreiro 
da maravilha no visgo do improviso tenteando a travessia 
azeitava o eixo do sol
C             D/C                  C              D/C
circuladô de fulô ao deus ao demodará que deus te guie 
                      Am                  C
porque eu não posso guiá eviva quem já me deu 
                D/C                    C
circuladô de fulô e ainda quem falta me dá 
F7/9
e não peça que eu te guie não peça despeça que eu te guie 
desguie que eu te peça promessa que eu te fie me deixe 
me esqueça me largue me desamargue que no fim eu acerto que 
no fim eu reverto que no fim eu conserto e para o fim me 
reservo e se verá que estou certo e se verá que tem jeito e se 
verá que está feito que pelo torto fiz direito que quem faz 
cesto faz cento se não guio não lamento pois o mestre que 
me ensinou já não dá ensinamento
C             D/C                  C              D/C
circuladô de fulô ao deus ao demodará que deus te guie 
                      Am                  C
porque eu não posso guiá eviva quem já me deu 
                D/C                    C
circuladô de fulô e ainda quem falta me dá



Boas-vindas


 

Siamo giunti al 1991, durante quest'anno Caetano pubblicherà l'album "Circuladô" prodotto da Arto Lindsay. "Boas-vindas" è proprio una traccia di quest'album alla cui registrazione partecipa anche Gilberto Gil. Deliziosa canzone acustica che fino al 2017 non era mai stata eseguita dal vivo, poi Veloso decide di inserirla nella scaletta dell'Ofertorio tour, fatto insieme ai suoi figli e la versione che ne scaturisce è stupenda, con melodie vocali impeccabili e accompagnamento chitarristico delicato e superbo, che la rendono ancor più bella della versione studio.

La canzone venne scritta come una sorta di "Benvenuto alla vita" per Zeca, nato dal secondo matrimonio di Veloso con Paulinha Lavigne.





BOAS-VINDAS

Sua mãe e eu

Seu irmão e eu

E a mãe do seu irmão

Minha mãe e eu

Meus irmãos e eu

E os pais da sua mãe

E a irmã da sua mãe

Lhe damos as boas-vindas

Boas-vindas, boas-vindas

Venha conhecer a vida

Eu digo que ela é gostosa

Tem o sol e tem a lua

Tem o medo e tem a rosa

Eu digo que ela é gostosa

Tem a noite e tem o dia

A poesia e tem a prosa

Eu digo que ela é gostosa

Tem a morte e tem o amor

E tem o mote e tem a glosa

Eu digo que ela é gostosa

Eu digo que ela é gostosa

Sua mãe e eu

Seu irmão e eu

E a mãe do seu irmão

TRADUZIONE

Tua madre ed io

tuo fratello ed io

E la madre di tuo fratello

Mia madre ed io

i miei fratelli ed io

E i genitori di tua madre

E la sorella di tua madre

ti diamo il benvenuto

benvenuto benvenuto

vieni a conoscere la vita

Dico che è gustosa

C'è il sole e c'è la luna

C'è la paura e c'è la rosa

Dico che è gustosa

C'è la notte e c'è il giorno

Poesia e prosa

Dico che è gustosa

C'è la morte e c'è l'amore

C'è il motto e c'è il gloss

Dico che è gustosa

Dico che è gustosa

tua madre ed io

tuo fratello ed io

E la madre di tuo fratello 

ACCORDI

[Intro] A#m  D#7  G# A#m  D#7  G# 


G#        C#

Sua mãe e eu

D#7          G#

Seu irmão e eu

    A#m     D#7    G#   A#m D#7 G#

E a mãe do seu irmão

G#        C#

Meus irmãos e eu

D#7          G#

Minha mãe e eu

     A#m     D#7    G#   A#m D#7 G#

E os pais da sua mãe

    A#m7     D#7    Gm7  C7  Fm7    

E a irmã da sua mãe

     Gm       C7    Fm7

Lhe damos as boas-vindas

    D#m7       G#m7    C#7 

Boas-vindas, boas-vindas 

      F7     A#m7     A#m7  Am7  G#m7

Venha conhecer a vida

   C#7           F#    D#m7 G#m7

Eu digo que ela é gostosa

      C#7          F#

Tem o sol e tem a lua

      D#m7           G#m

Tem o medo e tem a rosa

   C#7               F#   D#m7 G#m7

Eu digo que ela é gostosa

      C#7             F#

Tem a noite e tem o dia

      D#m         G#m7

A poesia e tem a prosa

  C#7                F#   D#m7 G#m7

Eu digo que ela é gostosa

      C#7             F#

Tem a morte e tem o amor

        D#m           G#m7

E tem o mote e tem a glosa

    C#7                F#

Eu digo que ela é gostosa

   C#/D#      D#7     G#

Eu digo que ela é gostosa

G#        C#

Sua mãe e eu

D#7         G#

Seu irmão e eu

    A#m7     D#7    G#   A#m7  D#7  G#

E o irmão da sua mãe

     A#m7     D#7    Gm7  C7  Fm7    

E a irmã da sua mãe

     Gm       C7    Fm7

Lhe damos as boas-vindas

     D#m7     G#m7    C#7* 

Boas-vindas, boas-vindas 

      F7     A#m7     A#m7  Am7  G#m7

Venha conhecer a vida

    C#7                F#    D#m7 G#m7

Eu digo que ela é gostosa

     C#7          F#

Tem o sol e tem a lua

      D#m7           G#m

Tem o medo e tem a rosa

   C#7                 F#   D#m7 G#m7

Eu digo que ela é gostosa

      C#7             F#

Tem a noite e tem o dia

      D#m         G#m7

A poesia e tem a prosa

 C#7                 F#   D#m7 G#m7

Eu digo que ela é gostosa

      C#7             F#

Tem a morte e tem o amor

        D#m           G#m7

E tem o mote e tem a glosa

    C#7                F#

Eu digo que ela é gostosa

      D#7        G#

Eu digo que ela é gostosa

G#        C#

Sua mãe e eu

D#7         G#

Seu irmão e eu

    A#m     D#7   G#   

E a mãe do seu irmão


[Final] A#m  D#7  G# A#m  D#7  G#

giovedì 20 gennaio 2022

Villain

 


Questa canzone è una collaborazione a tre, Caetano scrive il testo e Arto Lindsay e Peter Scherer la musica. Il trio si era già cimentato insieme scrivendo nel 1989 "Jasper". Il testo di "Villain" è in inglese e la canzone troverà posto nell'album "Lust" degli "Ambitious Lovers", gruppo formato da Lindsay e Scherer, e rimasto attivo da metà anni ottanta fino agli inizi del novanta. Caetano partecipa alla registrazione, sentiamo:




VILLAIN

Girls take shape

Girls take shape

Villains have more restraint

Climates change

Climates change

Talent hides out some place

Grace me once

In some lull

Asbestos embrace

Brace me once

On some wall

Engrave embrace

We will thrive

We will thrive

Tigers and countryside

Backs get small

Backs get smaller

Rural and civilized

TRADUZIONE

Le ragazze prendono forma

Le ragazze prendono forma

I cattivi hanno più moderazione

I climi cambiano

I climi cambiano

Il talento nasconde un posto

Graziami una volta

Con un po' di tregua

Abbraccio di amianto

Tienimi forte una volta

Su qualche muro

Incidi l'abbraccio

prospereremo

prospereremo

Tigri e campagna

Le spalle diventano piccole

I dorsi diventano più piccoli

Rurale e civile

Pronta pra cantar [Ready to sing]

 


"Pronta pra cantar [Ready to sing]" viene scritta da Caetano nel 1990, ma non verrà mai incisa in studio, sarà però donata a Maria Bethania che la eseguirà nel concerto che celebra i suoi 25 anni di carriera.  Questa versione live viene pubblicata  nel disco uscito quello stesso anno, intitolato "Maria Bethania -25 anos-". Da segnalare la partecipazione in questo pezzo della grande Nina Simone, cantante e pianista americana, nata a Tryon nel 1954 e morta in Francia a Carry-le-Rouet nel 2003, è stata soprattutto un'interprete jazz, anche se la sua formazione era incentrata sulla musica classica e il suo stile svariava fra soul, blues, folk e gospel.

Inizia Nina Simone, con la sua parte ovviamente in inglese e poi nel corso della canzone subentra Maria Bethania cantando in portoghese. Un mix molto bello, una fusione non solo musicale ma anche culturale:


Venti anni dopo, nel 2010, Bethania inserirà la canzone anche nel suo disco live "Amor festa devoçao ao vivo". Sentiamo anche questa versione, che è un medley, infatti si apre con "Domingo" e sfocia poi in "Pronta pra cantar", ovviamente la parte in inglese qua è assente:


PRONTA PRA CANTAR [READY TO SING]

I'm on the top of the mountain

Beyond despair and bliss

Facing the abiss

The center of my will

Is like a motionless wing

I stand still

I'm ready to sing

I'm ready to sing

Love's given me more than I dreamt of

Love's taken it all

From summer to fall

But now I'll keep forever

What I have learned from

Hear my call

I'm ready to sing

I´m ready to sing

Estou no topo do monte

Não rio e não cismo

Fixo o grande abismo

Minha vontade é uma asa parada no ar

Estou aqui pronta prá cantar

Pronta pra cantar

O amor me deu mais do que o sonho

O amor tudo levou

E o outuno chegou

Mas o dom da primavera

Ninguém vai me tirar

Hoje eu estou pronta pra cantar

Pronta pra cantar

Dá-me tua mão quero andar por aí

Quero ver a manhã

Sun shining through shades of blue

Veils of dew

Deixa a alegria chegar

Quero ver nova vida

Open skies open my heart

I sing alone in studio

Canto no sertão

Tape spinning round

No palco do teatro

Here is my everything

Estou no ar

I'm ready to sing

Pronta pra cantar

I'm ready to sing

I´m ready to sing

TRADUZIONE

Sono in cima alla montagna

Oltre la disperazione e la beatitudine

Affrontare l'abisso

Il centro della mia volontà

È come un'ala immobile

sto fermo

Sono pronta a cantare

Sono pronta a cantare

L'amore mi ha dato più di quanto sognassi

L'amore ha preso tutto

Dall'estate all'autunno

Ma ora lo terrò per sempre

Da cosa ho imparato

ascolta la mia chiamata

Sono pronta a cantare

Sono pronta a cantare

Sono in cima alla collina

Non rido e non rimugino

Ho riparato il grande abisso

La mia volontà è un'ala ancora nell'aria

Sono qui pronto per cantare

pronta a cantare

L'amore mi ha dato più del sogno

l'amore ha preso tutto

ed è arrivato l'autunno

Ma il dono della primavera

nessuno me lo porterà via

Oggi sono pronto per cantare

pronta a cantare

Dammi la mano voglio andare in giro

Voglio vedere la mattina

Sole che splende attraverso le sfumature del blu

Veli di rugiada

lascia che la gioia venga

Voglio vedere una nuova vita

Cieli aperti aprono il mio cuore

Canto da solo in studio

cantando nel sertão

nastro che gira in tondo

sul palcoscenico del teatro

Ecco il mio tutto

Sono in onda

Sono pronta a cantare

pronta a cantare

Sono pronta a cantare

Sono pronta a cantare



mercoledì 19 gennaio 2022

Nua ideia [Leila XII]


"Nua ideia [Leila XII]" segna l'ultima collaborazione tra Caetano e Joao Donato, con il medesimo "modus operandi" ovvero Caetano scrive il testo e Joao la musica.

Questa volta la destinataria del pezzo è Gal Costa, che incide la canzone per l'album "Plural" uscito nel 1990.




NUA IDEIA [LEILA XII]

Lua cheia

Ilumina a minha vida

Pura lâmina polida

Lábio, leite, peito, mãe

Nua idéia

Pavão de plumagem branca

Moça de risada franca

Meia-taça de champagne

Minha seta atravessa o meu amado

Linha reta do real pro outro lado

Lua nova tudo agora recomeça

O mundo está posto à prova

Muda a luz e muda a cor

Lua, lua

Ilumina esta promessa

Com tua vontade crua

Ilumina o meu amor

TRADUZIONE

Luna piena

illumina la mia vita

Lama lucidata allo stato puro

labbro, latte, seno, madre

idea nuda

pavone dal piumaggio bianco

ragazza che ride franca

Mezzo bicchiere di champagne

La mia freccia attraversa la mia amata

Linea retta dal reale all'altro lato

Luna nuova tutto ricomincia

Il mondo è messo alla prova

Cambia la luce e cambia il colore

Luna Luna

Illumina questa promessa

con la tua cruda volontà

illumina il mio amore

martedì 18 gennaio 2022

Naquela estação [Leila L]

 


Dopo quattro anni Caetano torna a collaborare con Joao Donato, l'ultimo lavoro insieme era stata infatti la canzone "O fundo" del 1986, questa invece si chiama "Naquela estação [Leila L]".

Caetano scrive il testo insieme a Ronaldo Bastos e Joao si occupa della musica.

Veloso non la suonerà mai dal vivo, la canzone viene registrata da Adriana Calcanhotto per il suo album "Enguiço" uscito nel 1990.



NAQUELA ESTAÇÃO [LEILA L]

Você entrou no trem

E eu na estação

Vendo um céu fugir

Também não dava mais para tentar lhe convencer

A não partir

Agora tudo bem

Você partiu para ver outras paisagens

E o meu coração, embora

Finja fazer mil viagens

Fica batendo, parado

Naquela estação

TRADUZIONE

sei salito sul treno

ed io alla stazione

Vedendo un cielo scappare

Non potevo nemmeno più provare a convincerlo.

a non partire

Ora va bene

Sei partito per vedere altri paesaggi

E il mio cuore sebbene

Finga di fare mille viaggi

Continua a bussare, fermandosi

in quella stazione

Inhansã

 


Questa canzone nasce da una collaborazione tra Veloso e Gil, con il primo a scrivere il testo e il secondo la musica, il pezzo però è vecchio, la scrittura infatti risale al 1976. Viene inciso da Maria Bethania con la partecipazione di Gal Costa, Alcione, Nair de Candia e Flavia Virginia e pubblicato nell'album "Maria Bethania-25 anos-" che celebra per l'appunto i 25 anni di carriera della sorella di Caetano.

Torna la tematica "candomblè" che spesso Veloso ha inserito nelle sue canzoni. "Inhansa" che spesso viene scritta anche "Iansa", nella religione afro-brasiliana denominata candomblé è la divinità dei venti e delle tempeste. Queste divinità vengono chiamate "Orixa" e possiedono una propria personalità e a ciascuna di loro è associato un fenomeno naturale specifico.

Dal punto di vista musicale il pezzo ha un sapore fortemente tribale, sentiamolo:



Caetano non l'ha mai eseguita dal vivo.


INHANSÃ

Inhansã comanda os ventos

E a força dos elementos

Na ponta do seu florim

É uma menina bonita

Quando o céu se precipita

Sempre o princípio e o fim

TRADUZIONE

Inhansã comanda i venti

E la forza degli elementi

Sulla punta del tuo fiorino

È una bella ragazza

Quando il cielo cade

Sempre l'inizio e la fine

Divinamente nua, a lua

 


Altra collaborazione inedita per Caetano, questa volta il compagno di composizione è Orlando Morais, musicista brasiliano di Rio de Janeiro, classe 1962. Il suo album di debutto risale proprio al 1990 e prende il suo nome. In un'intervista del 1999 Morais ricorda questa collaborazione, dicendo che fu molto pretenzioso e audace da parte sua inviare un suo testo a Caetano con la richiesta di musicarlo. La canzone entrò oltre che nell'album di Morais anche nella colonna sonora della telenovela "Pantanal".


Questa versione che abbiamo sentito non è quella di debutto, che fu incisa dal solo Morais nel 1990, ma è un rifacimento risalente al 1997, a cui partecipa lo stesso Caetano e che sarà pubblicata nell'album sempre  di Orlando Morais intitolato "Agora".


DIVINAMENTE NUA, A LUA

Divinamente nua, a lua

Tritura a sombra na treliça

E a hóstia sobre o sexo atua

Quando o desejo morre de preguiça

Prisionero sem Bíblia, livre

No peito tentações, pudores

Sonhos de amores, leitos, livres, leitos

Divindades e dragões

Mar feroz que vem dormir na minha cama

Sangrar na minha vida tão confusa

Queria ter o sol e tenho a lua

E a escuridão

Ainda assim abusa...

TRADUZIONE

Divinamente nuda, la luna

Distrugge l'ombra sul traliccio

E l'ostia sugli atti sessuali

Quando il desiderio muore di pigrizia

Prigioniero senza Bibbia, libero

Nel petto tentazioni, modestia

Sogni d'amore, letti, letti liberi

Divinità e draghi

Mare feroce che viene a dormire nel mio letto

Sanguinare nella mia vita così incasinato

Vorrei avere il sole e avere la luna

e l'oscurità

Ancora abusi...

ACCORDI

Intro: C#m Cº C#m7 A7+ A#m5-/7 G#5+/7 C#m7 C#7/9- 


 F#m7   

Divinamente nua a lua  

 A/B                E7+   

 Tritura a sombra na treliça  

 A7+                 A#m5-/7   

 E a hóstia sobre o sexo atua  

 G#5+/7         C#m7          C#7/9-   

Quando o desejo morre  de preguiça   

 F#m7   

Prisioneiro sem bíblia, livre  

 A/B                   E7+   

 No peito tentações, pudores  

 A7+                    A#m5-/7   

 Sonhos de amores, leitos, livres, leitos  

 G#5+/7         G#m7  G5-/7   

 Divindades e dragões   

 F#m7   

Mar feroz que vem dormir  

 Am6   

na minha cama  

 G#m7   

Sangrar na minha vida  

  C#7/9-   

Tão confusa  

 F#7/13   

Queria ter o sol  

 F#m7   

E tenho a lua  

 D#m5-/7   

E a escuridão   

 G#5+/7   

Ainda ass im  

 C#m7  ( C#7/9-)   

Abusa.......    



venerdì 14 gennaio 2022

A verdadeira baiana

 


Una delle tante canzoni scritte da Caetano per Gal, "A verdadeira baiana" esce nel 1990 sull'album "Plural". Caetano non la inciderà mai ne tantomeno la eseguirà dal vivo. 


Un vero inno alle donne baiane e non poteva che essere Gal Costa, baiana doc, a cantarla.


A VERDADEIRA BAIANA

A verdadeira baiana sabe ser falsa

Salsa, valsa e samba quando quer

A verdadeira baiana é transafricana

É pós americana, Rum, Pi, drum-machine, Lé

Rum, Pi, drum-machine, Lé

Rum, Pi, drum-machine, Lé

A verdadeira é baiana, a verdadeira é baiana, é

A verdadeira é baiana, a verdadeira é baiana, é

A verdadeira é baiana, a outra é falsa

É a falsa falsa, falta pedigree e axé

A verdadeira baiana é a matriarca

A menina homem, o deus mulher

Rum, Pi, drum-machine, Lé

Rum, Pi, drum-machine, Lé

A verdadeira é baiana, a verdadeira é baiana, é

A verdadeira é baiana, a verdadeira é baiana, é

A verdadeira baiana não marca o samba

Com a cocaína da vinheta de TV

Sabe fazê-lo mas segue atrás do mais belo

O trieletrikitch, som não se vê

Rum, Pi, drum-machine, Lé

Rum, Pi, drum-machine, Lé

A verdadeira é baiana, a verdadeira é baiana, é

A verdadeira é baiana, a verdadeira é baiana, é

A verdadeira baiana transmuda o mundo

Com seu gingado de ceticismo e fé

Neo-asiática, ela é supralusitana

É verdadeira e falsa quando quer

Rum, Pi, drum-machine, Lé

Rum, Pi, drum-machine, Lé

A verdadeira é baiana, a verdadeira é baiana, é

A verdadeira é baiana, a verdadeira é baiana, é

TRADUZIONE

La vera baiana sa essere falsa

Salsa, valzer e samba quando vuole

La vera Bahia è transafricana

È post-americana, Rum, Pi, drum-machine, Lé

Rum, Pi, drum machine, Lé

Rum, Pi, drum machine, Lé

Quella vera è di Bahia, quella vera è di Bahia, sì

Quella vera è di Bahia, quella veraè di Bahia, sì

Quella vera è di Bahia, l'altra è falsa

È falsa falsa, manca di pedigree e di ascia

La vera baiana è la matriarca

La ragazza uomo, il dio donna

Rum, Pi, drum machine, Lé

Rum, Pi, drum machine, Lé

Quella vera è di Bahia, quella vera è di Bahia, sì

Quella vera è di Bahia, quella vera è di Bahia, sì

La vera baiana non segna la samba

Con la cocaina della vignetta televisiva

Sa come si fa ma insegue la più bella

Il trielectrikitch, il suono non si vede

Rum, Pi, drum machine, Lé

Rum, Pi, drum machine, Lé

Quella vera è di Bahia, quella vera è di Bahia, sì

Quella vera è di Bahia, quella vera è di Bahia, sì

La vera Baiana cambia il mondo

Con la tua influenza di scetticismo e fede

Neo-asiatica, è superlusitana

È vera e falsa quando vuole

Rum, Pi, drum machine, Lé

Rum, Pi, drum machine, Lé

Quella vera è di Bahia, quella vera è di Bahia, sì

Quella vera è di Bahia, quella vera è di Bahia, sì

giovedì 13 gennaio 2022

A terceira margem do Rio


 

Il giornalista Aramis Millarch nel giugno del 1990 fece questa recensione del pezzo: "Uno dei brani più emozionanti dell'album di Milton, "Txai", in cui la poesia gioca con parole brevi e allitterazioni sonore".

"A Terceira Margem do Rio" è emersa dalle esperienze di Milton Nascimento in Amazzonia tra il 1989 e il 1990. "Ho scritto la musica ispirata alla storia di Guimarães Rosa e mi sono immaginato solo due persone che potessero scriverne il testo: Rosa stesso o Caetano", dice Milton, che aspettò con ansia le liriche, una volta commissionato a Caetano il lavoro. "Il racconto è bellissimo. E ho scritto parole che sono quasi un commento alla storia", disse Caetano.

Il primo a pubblicare la canzone fu Milton Nascimento nel 1990 nell'album "Txai". Questa versione a differenza di quella di Caetano conta su un arrangiamento corposo di fiati. Sul finale la voce di Milton è accompagnata da diversi coristi.


Caetano la registra l'anno dopo, nel 1991, per l'album "Circulado", decide quindi di inserire la canzone nella scaletta del suo tour del 1992 chiamato "Circulado vivo", da cui ricaverà anche un doppio album "live". Sentiamoci la versione studio e poi quella dal vivo:



Nel 2004 Milton Nascimento pubblica un docu-film intitolato "A sede do peixe", che contiene anche una nuova versione della canzone eseguita da Milton e Caetano, vediamocela:


Chiudiamo con una versione molto particolare eseguita da Veloso nel 2007 insieme alla Uakti band, un gruppo brasiliano specializzato in musica strumentale:



A TERCEIRA MARGEM DO RIO

Oco de pau que diz:

Eu sou madeira, beira

Boa, dá vau, tristriz

Risca certeira

Meio a meio o rio ri

Silencioso, sério

Nosso pai não diz, diz:

Risca terceira

Água da palavra

Água calada, pura

Água da palavra

Água de rosa dura

Proa da palavra

Duro silêncio, nosso pai

Margem da palavra

Entre as escuras duas

Margens da palavra

Clareira, luz madura

Rosa da palavra

Puro silêncio, nosso pai

Meio a meio o rio ri

Por entre as árvores da vida

O rio riu, ri

Por sob a risca da canoa

O rio viu, vi

O que ninguém jamais olvida

Ouvi, ouvi, ouvi

A voz das águas

Asa da palavra

Asa parada agora

Casa da palavra

Onde o silêncio mora

Brasa da palavra

A hora clara, nosso pai

Hora da palavra

Quando não se diz nada

Fora da palavra

Quando mais dentro aflora

Tora da palavra

Rio, pau enorme, nosso pai

TRADUZIONE

Albero cavo che dice:

Sono legno, confine

Bene, vai, triste

retta

Metà e metà del fiume ride

silenzioso, serio

Nostro padre non dice, dice:

terza striscia

parola acqua

ancora, acqua pura

parola acqua

acqua di rose dura

arco della parola

Silenzio duro, nostro padre

margine di parola

Tra i due oscuri

margini delle parole

Radura, luce matura

parola rosa

Silenzio puro, nostro padre

Metà e metà del fiume ride

Tra gli alberi della vita

Il fiume ride, ride

Sotto la linea della canoa

Il fiume vide, vide

Quello che nessuno dimentica mai

Ho sentito, ho sentito, ho sentito

la voce delle acque

parola ala

l'ala si è fermata ora

casa di parole

dove vive il silenzio

parola brace

L'ora serena, nostro padre

tempo di parole

quando non si dice nulla

fuori dalla parola

Quando emerge più dentro

registro delle parole

River, tronco enorme, nostro padre

ACCORDI

Gm7                 Dm7/9 

Oco de pau que diz: 


Eu sou madeira, beira 

Gm7                   Dm7/9 

Boa, dá vau, triztriz 


Risca certeira 

Gm7                  Dm7/9 

Meio a meio o rio ri 


Silencioso, sério 

Gm7                    Dm7/9 

Nosso pai não diz, diz: 


Risca terceira 


Eb 

Água da palavra 

Am7/4  F#m7/4 Em7/4 

Água calada,  pura 

Eb 

Água da palavra 

Am7/4   Bm7/4 Am7/4 

Água de rosa  dura 

Eb 

Proa da palavra 

Am7/4  F#m7/4  Em7/4 C9/D   D7/4(9/13)  D7(9/4) 

Duro silêncio, nosso pai 


Eb 

Margem da palavra 

Am7/4      F#m7/4 Em7/4 

Entre as escuras  duas 

Eb 

Margens da palavra 

Am7/4     Bm7/4 Am7/4 

Clareira, luz madura 

Eb 

Rosa da palavra 

Am7/4  F#m7/4  Em7/4 C9/D   D7/4(9/13)  D7(9/4) 

Puro silêncio, nosso pai 


Gm7                  Dm7/9 

Meio a meio o rio ri 

                        Gm7 

Por entre as árvores da vida 

             Dm7/9 

O rio riu, ri 

                     Gm7 

Por sob a risca da canoa 

              Dm7/9 

O rio viu, vi 

                       Gm7 

O que ninguém jamais olvida 

                Dm7/9 

Ouvi, ouvi, ouvi 


A voz das águas 


Eb 

Asa da palavra 

Am7/4 F#m7/4 Em7/4 

Asa parada  agora 

Eb 

Casa da palavra 

Am7/4    Bm7/4  Am7/4 

Onde o silêncio mora 

Eb 

Brasa da palavra 

Am7/4  F#m7/4 Em7/4 C9/D   D7/4(9/13)  D7(9/4) 

A hora clara, nosso pai 


Eb 

Hora da palavra 

Am7/4      Cm7/4  Bm7/4 

Quando não se diz nada 

Eb 

Fora da palavra 

Am7/4       Bm7/4   Am7/4 

Quando mais dentro aflora 

Eb 

Tora da palavra 

Cm7/4     Bm7/4  Am7/4 C9/D   D7/4(9/13)  D7(9/4) 

Rio, pau enorme, nosso pai



mercoledì 12 gennaio 2022

Reconvexo

 


Altra traccia sublime di Caetano, grandi liriche e grande melodia. La canzone però non sarà mai registrata in studio da Veloso che la passò alla sorella Bethania che la incise per l'album "Memoria da pele", uscito nel 1989. Fortunatamente Caetano dal 2013 ha cominciato ad eseguirla nei suoi concerti con una certa regolarità.

Nel 2003 in un'intervista Caetano ha ricordato la genesi della canzone, ecco le sue parole: “Ho composto questa canzone per Bethânia . Ero a Roma quando un giorno mi sono svegliato e ho visto le macchine impolverate, tutte coperte di sabbia. Ho chiesto: "Ragazzi, cosa c'è in quelle macchine laggiù?". Alcuni italiani, amici miei, hanno risposto: “questa è sabbia che viene dal deserto del Sahara, la porta il vento”. Con quell'immagine, ho subito iniziato a comporre la musica. Il testo parla di “Gita gogóia”, perché il testo di “Gita” dice “Io sono, io sono, io sono…” e perché anche la canzone “Fruta gogóia” è strutturata allo stesso modo “Io sono, io sono, Io sono”. I testi sono un po' contro Paulo Francis, una risposta a quello stile di persone che volevano mancare di rispetto a ciò che era brasiliano a ciò che era baiano.

Ecco l'intervista anche in veste audio:


 La canzone nasce quindi come una risposta agli articoli del giornalista Paulo Francis che da New York era solito lanciare strali contro la cultura brasiliana, e in particolare baiana.

Sentiamoci la versione di Bethania e poi una carrellata di versioni dal vivo di Caetano:



Il primo filmato "live" che ci vediamo risale al tour "Abraçaço" del 2013, versione molto bella, tirata ed elettrica:


Nel 2017 Veloso lancia il tour familiare, intitolato "Ofertorio", in cui per la prima volta si esibisce insieme ai tre figli, Moreno, Zeca e Tom. Rispetto alla precedente è una versione più pacata, acustica:


Chiudiamo con un'altra versione acustica, eseguita nel dicembre 2020 durante un concerto eseguito in streaming, causa covid. Un'ora e quarantacinque minuti in cui Caetano attinge al suo vasto repertorio, alternando classici a pezzi meno noti. Non manca "Reconvexo" eseguita insieme al figlio Moreno:


RECONVEXO

Eu sou o vento que lança a areia do Saara

Sobre os automóveis de Roma

Eu sou a sereia que dança

A destemida Iara [1]

Água e folha da Amazônia

Sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra [2]

Você não me pega

Você nem chega a me ver

Meu som te cega, careta, quem é você?

Que não sentiu o suingue de Henri Salvador [3]

Que não seguiu o Olodum [4] balançando o Pelô [5]

E que não riu com a risada de Andy Warhol

Que não, que não e nem disse que não

Eu sou um preto norte-americano forte

Com um brinco de ouro na orelha

Eu sou a flor da primeira música

A mais velha

A mais nova espada e seu corte

Sou o cheiro dos livros desesperados

Sou Gita Gogóia [6]

Seu olho me olha mas não me pode alcançar

Não tenho escolha, careta, vou descartar

Quem não rezou a novena de Dona Canô [7]

Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor [8]

Quem não amou a elegância sutil de Bobô [9]

Quem não é Recôncavo e não pode ser reconvexo [10]

TRADUZIONE

Io sono il vento che lancia la sabbia del Sahara

Sulle automobili di Roma

Sono la sirena che balla

L'impavida Iara

Acqua e foglia dell'Amazzonia

Sono l'ombra della voce della matriarca della Roma Nera

non mi capisci

Non mi vedi nemmeno

Il mio suono ti acceca, ben pensante, chi sei tu?

Chi non ha sentito l'altalena di Henri Salvador

Chi non ha seguito Olodum oscillando Pelô

E chi non ha riso con la risata di Andy Warhol

Quel no, quel no e non ho nemmeno detto no

Sono un forte negro americano

Con un orecchino d'oro nell'orecchio

Sono il fiore della prima canzone

Il più vecchio

La spada più recente e il suo taglio

Sono l'odore dei libri disperati

Sono Gita Gogoia

Il tuo occhio mi guarda ma non riesce a raggiungermi

Non ho scelta, ben pensante, scarterò

Chi non ha recitato la novena di Dona Canô

Chi non ha seguito il mendicante Joãozinho Beija-Flor

Chi non amava la sottile eleganza di Bobô

Chi non è Recôncavo e non può essere reconvesso

[1] Iara o Uiara (dal termine in lingua tupi 'y-îara "signora delle acque") o "Madre dell'acqua" secondo il folklore brasiliano è un personaggio mitologico con caratteristiche di sirena

[2] La città di Salvador era detta negli anni 1920-30 la Roma Nera perché vi abitava la maggior percentuale di popolazione nera fuori dall'Africa

[3] Il cantante francese Henri Salvador visse a lungo a Rio de Janeiro

[4] Olodum è un bloco-afro (gruppo organizzato con ispirazione nella musica e cultura africana), del carnevale della città di Salvador.

Fu fondato il 25 aprile 1979 durante il carnevale con l'intenzione di creare un divertimento per gli abitanti del quartiere del Pelourinho, garantendo loro il diritto di festeggiare il carnevale di forma organizzata.

[5] Il Pelourinho, popolarmente detto Pelô è un quartiere del centro storico della città di Salvador de Bahia.

Letteralmente pelhorinho in portoghese significa il palo della gogna, dove gli schiavi venivano fustigati. Tale nome venne a Salvador dato prima alla piccola piazza triangolare nel cuore della città dove si svolgevano le flagellazioni pubbliche, poi finì per dare in nome a tutto il quartiere alto della città, corrispondente al nucleo storico dell'insediamento.

[6] Caetano ha spiegato che questo nome si riferisce a due canzoni: Gita di Raul Seixas che si ispira a sua volta al testo indiano Bhagavad Gita e Fruta Gogóia, cantata da Gal Costa. In pratica sta a significare il potere della musica nata dalle contaminazioni di diverse culture.

[7] Claudionor Viana Teles Veloso (1907-2012), la madre di Caetano e di Maria Bethânia

[8] Joãosinho Trinta (1933-2011) direttore delle parate del carnevale di Rio che rivoluzionò l'estetica del carnevale negli anni '80.

[9] Raimundo Nonato Tavares da Silva, detto Bobô (Senhor do Bonfim, 28 novembre 1962), calciatore dotato di un'innata eleganza nel gioco che portò il Bahia alla vittoria nel 1988 segnando 9 gol in una storica finale.

[10] Il Recôncavo baiano è una regione che si trova intorno alla Baia di Todos-os-Santos nello stato di Bahia. Qui Veloso gioca rovesciando il concavo nel convesso e inventando il neologismo Reconvexo.

La musica è qualcosa di totalmente libero dal potere, che non può essere etichettata in un senso o nell'altro perché è oltre ogni appartenenza, rifugge ogni purezza razziale e culturale.

ACCORDI

[Intro] D  A7  D  A7


E|------------------------------------------|

B|----7-7-----7-7------5-5-----5-5----------|

G|--7-7-7-7-7-7-7--7-6-6-6-6-6-6-6-6--------|

D|------------------------------------------|

A|------------------------------------------|

E|------------------------------------------|


E|------------------------------------------|

B|----7-7-----7-7------5-5-----5-5----------|

G|--7-7-7-7-7-7-7--7-6-6-6-6-6-6-6-6--------|

D|------------------------------------------|

A|------------------------------------------|

E|------------------------------------------|


E|------------------------------------------|

B|----7-7-----7-7------5-5-----5-5----------|

G|--7-7-7-7-7-7-7--7-6-6-6-6-6-6-6-6--------|

D|------------------------------------------|

A|------------------------------------------|

E|------------------------------------------|


E|------------------------------------------|

B|----7-7-----7-7------5-5-----5-5----------|

G|--7-7-7-7-7-7-7--7-6-6-6-6-6-6-6-6--------|

D|------------------------------------------|

A|------------------------------------------|

E|------------------------------------------|


[Primeira Parte]


    D               A7     

Eu sou a chuva que lança 

             D

A areia do Saara

              A7        D   A7

Sobre os automóveis de Roma

    D                A7      

Eu sou a sereia que dança

             D

A destemida Iara

     A7             D    D7

Água e folha da Amazônia

    G               A7  

Eu sou a sombra da voz 

        D                  B7

Da matriarca da Roma Negra

             Em  

Você não me pega

   A7                D  D7

Você nem chega a me ver

            G       

Meu som te cega

          A7      Bm

Careta, quem é você?

            Em       

Que não sentiu 

                 A7      D  D7

O suingue de Henri Salvador

            Em   

Que não seguiu 

               A7        D  D7

O Olodum balançando o Pelô

           Em       

E que não riu 

                A7       D   D7

Com a risada de Andy Warhol

              Em       

Que não, que não

                 A7

E nem disse que não


[Segunda Parte]


    D           A7              D

Eu sou o preto norte-americano forte 

                 A7        D     A7

Com um brinco de ouro na orelha

    D                A7

Eu sou a flor da primeira música

        D                  A7   

A mais velha e mas nova espada 

       D    D7

E seu corte

    G                A7            D    

Eu sou o cheiro dos livros desesperados

             B7

Sou Gitá, Gogoya

            Em  

Seu olho me olha

     A7               D  D7

Mas não me pode alcançar

             G7         

Não tenho escolha

         A7        Bm 

Careta, vou descartar

            Em  

Quem não rezou 

             A7     D  D7

A novena de Dona Canô

             Em        

Quem não seguiu 

               A7           D  D7

O mendigo Joãozinho Beija-Flor

           Em       

Quem não amou 

               A7       D  D7

A elegância sutil de Bobô

              Em           

Quem não é recôncavo 

                A7     D

E nem pode ser reconvexo


( G  D  G  D )

( G  D  G  D )

( D  A7  D  A7 )

( G  D  G  D )

( D  A7  D  A7 )


[Primeira Parte]


    D               A7     

Eu sou a chuva que lança 

             D

A areia do Saara

              A7        D   A7

Sobre os automóveis de Roma

    D                A7      

Eu sou a sereia que dança

             D

A destemida Iara

     A7             D    D7

Água e folha da Amazônia

    G               A7  

Eu sou a sombra da voz 

        D                  B7

Da matriarca da Roma Negra

             Em  

Você não me pega

   A7                D  D7

Você nem chega a me ver

            G       

Meu som te cega

          A7      Bm

Careta, quem é você?

            Em       

Que não sentiu 

                 A7      D  D7

O suingue de Henri Salvador

            Em   

Que não seguiu 

               A7        D  D7

O Olodum balançando o Pelô

           Em       

E que não riu 

                A7       D   D7

Com a risada de Andy Warhol

              Em       

Que não, que não

                 A7

E nem disse que não


[Segunda Parte]


    D           A7              D

Eu sou o preto norte-americano forte 

                 A7        D     A7

Com um brinco de ouro na orelha

    D                A7

Eu sou a flor da primeira música

        D                  A7   

A mais velha e mas nova espada 

       D    D7

E seu corte

    G                A7            D    

Eu sou o cheiro dos livros desesperados

             B7

Sou Gitá, Gogoya

            Em  

Seu olho me olha

     A7               D  D7

Mas não me pode alcançar

             G7         

Não tenho escolha

         A7        Bm 

Careta, vou descartar

            Em  

Quem não rezou 

             A7     D  D7

A novena de Dona Canô

             Em        

Quem não seguiu 

               A7           D  D7

O mendigo Joãozinho Beija-Flor

           Em       

Quem não amou 

               A7       D  D7

A elegância sutil de Bobô

              Em           

Quem não é recôncavo 

                A7     D

E nem pode ser reconvexo


[Final] D  G  D

domenica 9 gennaio 2022

Rai das cores

 


La musa ispiratrice di questa canzone è Tonia Carrero, attrice carioca classe 1922, morta nel 2018.

Il suo vero nome era Maria Antonieta Portocarrero Thedim, divenne una delle attrici brasiliane più famose in ambito televisivo, cinematografico e teatrale. Fu artisticamente attiva fino al 2008.

Ecco il ricordo di Caetano su Tonia e sulla canzone da lei ispirata, in un'intervista rilasciata in occasione della sua morte nel 2018: “Tônia era una delle bellezze femminili più ammirate del Brasile. È stata una figura forte nella vita delle persone della mia generazione. Nel rilasciare interviste era geniale. L'idea per la canzone è nata da una sua risposta a un'intervistatrice televisiva, la canzone si chiama "Rai das cores", le è stato chiesto quale fosse il suo colore preferito e lei ha risposto: "Dipende dalle cose, per alcune  preferisco certi colori, per altre ne preferisco altri". inoltre di fronte alla domanda tormentone che apriva sempre il programma: "Prometti di dire la verità, tutta la verità, nient'altro che la verità?" in modo disarmante aveva risposto: "Solo se fossi matta, Sargentelli", pronunciando il nome del presentatore, che non si vedeva e che era solo una voce che ossessionava l'intervistato al centro della stanza vuota. Tônia Carrero è stata una bellezza appassionata ma anche una figura di grande importanza nella storia del teatro brasiliano. Chi la conosce solo come personaggio televisivo deve sapere che, insieme ad Adolfo Celi (attore e regista italiano che ha vissuto molti anni in Brasile e poi diventato una figura nota nei circuiti blockbuster cinematografici) e Paulo Autran, ha formato la compagnia Tonia-Celi-Autran, che proveniva dal Teatro Brasileiro de Comédia e che ha curato grandi classici del teatro mondiale”.





La facilità compositiva di Caetano è incredibile, gli è infatti bastato sentire un'intervista di Tonia Carrero che risponde ad una banale domanda sui suoi colori preferiti per accendere la fantasia del cantautore baiano e partorire "Rai das cores".

Sentiamoci "Rai das cores":


La canzone non è stata mai eseguita "live", 


RAI DAS CORES

Para a folha: verde

Para o céu: azul

Para a rosa: rosa

Para o mar: azul

Para a cinza: cinza

Para a areia: ouro

Para a terra: pardo

Para a terra: azul

(Quais são as cores que são suas cores de predileção?)

Para a chuva: prata

Para o sol: laranja

Paro o carro: negro

Para a pluma: azul

Para a nuvem: branco

Para a duna: branco

Para a espuma: branco

Para o ar: azul

(Quais são as cores que são suas cores de predileção?)

Para o bicho: verde

Para o bicho: branco

Para o bicho: pardo

Para o homem: azul

Para o homem: negro

Para o homem: rosa

Para o homem: ouro

Para o anjo: azul

(Quais são as cores que são suas cores de predileção?)

Para a folha: rubro

Para a rosa: palha

Para o ocaso: verde

Para o mar: cinzento

Para o fogo: azul

Para o fumo: azul

Para a pedra: azul

Para tudo: azul

(Quais são as cores que são suas cores de predileção?)


TRADUZIONE

Per la foglia: verde

Per il cielo: blu

Per la rosa: rosa

Per il  mare: blu

Per il grigio: grigio

Per la sabbia: oro

Giù per terra: marrone

Con i piedi per terra: blu

(Quali sono i tuoi colori preferiti?)

Per la pioggia: argento

Per il sole: arancione

Fermo la macchina: nera

Per la piuma: blu

Per la nuvola: bianco

Per la duna: bianca

Per la schiuma: bianca

Per il  cielo: blu

(Quali sono i tuoi colori preferiti?)

Per l'animale: verde

Per l'animale: bianco

Per l'animale: marrone

per l'uomo: blu

per l'uomo: nero

per l'uomo: rosa

per l'uomo: oro

All'angelo: blu

(Quali sono i tuoi colori preferiti?)

Per il foglio: rosso

Per la rosa: paglia

Per il tramonto: verde

Per il mare: grigio

per il fuoco: blu

Per il fumo: blu

Per la pietra: blu

per tutto: blu

(Quali sono i tuoi colori preferiti?)

ACCORDI

Intro. E D B A F#m (3x)


              E                   D

Para a folha: verde, Para o céu: azul

             B                    A

Para a rosa: rosa, Para o mar: azul

              G                   F#m

Para a cinza: cinza, Para a areia: ouro

               B7                    E

Para a terra: pardo, Para a terra: azul


                        A                G       F#m

(quais são as cores que são suas cores de predileção?) REFRÃO


               E                   D

Para a chuva: prata, Para o sol: laranja

              B                     A

Para o carro: negro Para a pluma: azul

              G                    F#m

Para a nuvem: branco, Para a duna: branco

               B7                 E

Para a espuma: branco, Para o ar: azul


                       A                G       F#m

(quais são as cores que são suas cores de predileção?) REFRÃO


              E                    D

Para o bicho: verde, Para o bicho: branco

              B                     A

Para o bicho: pardo, Para o homem: azul

              G                   F#m

Para o homem: negro, Para o homem: rosa

             B7                  E

Para o homem: ouro, Para o anjo: azul


                       A                G       F#m

(quais são as cores que são suas cores de predileção?) REFRÃO


              E                   D

Para a folha: rubro, Para a rosa: palha

             B                      A

Para o ocaso: verde, Para o mar: cinzento

             G                   F#m

Para o fogo: azul, Para o fumo: azul

               B7               E

Para a pedra: azul, Para tudo: azul


                       A                G       F#m

(quais são as cores que são suas cores de predileção?) REFRÃO